Depois da reunião na Casa Branca, onde o chefe de estado norte-americano reuniu-se com Zelensky e alguns líderes europeus, as atenções estão viradas esta terça-feira para as garantias de segurança, numa altura em que começou a haver alguns avanços no que toca a essa matéria.
Se antes Donald Trump rejeitava completamente dar qualquer tipo de proteção à Ucrânia, desde a reunião com Putin, na sexta-feira passada, o presidente norte-americano começou a falar não só da possibilidade dos Estados Unidos poderem vir a dar garantias de segurança aos ucranianos, como até a coordenar essas garantias de segurança.
A questão que se coloca aqui, e a problemática dos europeus, é que tipo de garantia de segurança estão em cima da mesa. O presidente francês sublinha a necessidade de garantias de segurança que tenham substância. Emmanuel Macron revela, no fundo, algum ceticismo relativamente à possibilidade dos EUA puderem dar proteção Ucrânia como se o país estivesse na NATO, mas sem que os ucranianos integrassem a Aliança Atlântica.
E o presidente francês questiona que tipo de validade é que isso teria, porque mesmo que o artigo 5.º da NATO seja ativado, pode não gerar uma resposta, nomeadamente por parte dos Estados Unidos.
Por isso, para discutir essas garantias de segurança, a França e Reino Unidos vão reunir ligação formada por 30 países, maioritariamente europeus, que servirá "para informar os líderes sobre os resultados das discussões em Washington", na segunda-feira, "e discutir os próximos passos", disse um porta-voz do Governo britânico.
A reunião virtual deverá começar pelas 12:15 em Paris (11:15 em Lisboa), segundo a agência de notícias EFE. Em seguida, Macron participará noutra videoconferência organizada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, para relatar as conversas de Washington a todos os chefes de Estado e de Governo da UE.
A presidência francesa disse que a reunião da coligação visa "continuar o trabalho sobre a questão das garantias de segurança para a Ucrânia", na sequência das conversações em Washington.
- Com Lusa

