Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia rejeita tropas europeias na Ucrânia, Kiev admite possível entrada de forças russas em Dnipro

Como se previa, a Rússia rejeita a presença de tropas europeias em território ucraniano, dizendo que seria equivalente à presença da NATO na região. Entretanto, a Ucrânia admitiu, pela primeira vez, a entrada de forças russas em Dnipro.

Loading...

Não é fácil o quotidiano de um país cujo futuro depende não apenas de si, mas de terceiros desde 22 de fevereiro de 2022 e da eufemística 'operação militar especial' desencadeada pela Rússia sob a forma de invasão.

A Ucrânia resiste como pode e apela à comunidade internacional para que não esqueça o país e não hesite na ajuda económica e militar para enfrentar o poderio de Moscovo.

A dura realidade dos factos obrigou Kiev a reconhecer a entrada de colunas militares russas na região de Dnipropetrovsk. Dnipro é a quarta maior cidade da Ucrânia e a presença de tropas russas no território faz temer o pior num país que já viveu os pesadelos de Donetsk, Kherson, Zaporíjia ou Luhansk, além da Crimeia.

Ataque russo contra luz a 100 mil pessoas

A Ucrânia riposta como lhe é possível e, por entre os drones lançados sobre território russo, um ou outro vai causando estragos, como o que atingiu, mesmo sob a forma de destroços, um edifício em Rostov.

O ministério da Defesa Russo diz ter intercetado 26 drones lançados por Kiev em diversas localidades da Rússia. A situação na Ucrânia é bem pior: um ataque russo afetou seriamente mais de 100 mil pessoas que, em três regiões do país, se viram privadas de energia elétrica numa ofensiva lançada durante a noite.

A comunidade internacional lamenta, condena, contacta e ajuda de quando em vez, com verbas e armamento, com diplomacia com mais recuos do que avanços. E de quando em vez, Donald Trump recua e avança com a ameaça de sanções à Rússia.

Mulheres em Kiev fabricam redes de camuflagem

No terreno martirizado pela guerra, a ajuda de todos é para todos. Em Kiev, um grupo de mulheres executa todos os dias várias tarefas essenciais para resistir ao conflito: redes de camuflagem enviadas para o campo de batalha.

Do outro lado do conflito, há uma preocupação similar para potenciar a defesa de ataques ucranianos: na região de Belgorod procede-se à manufatura de redes anti-drones para a cobertura de edifícios públicos: 13 creches e jardins de infância, bem como instalações sociais vão receber esta espécie de manto protetor que deve ser instalada já a partir de 1 de setembro.

Rússia rejeita tropas europeias na Ucrânia

Até lá, o mundo vai continuar a contar os dias que somam mais de 42 meses de conflito. A paz está distante e o que virá depois mais distante está. Moscovo já fez saber que não vai permitir a presença de tropas europeias em território russo.

No entender do Kremlin, tal significaria a entrada da NATO no conflito.