Zelensky avisou esta quarta-feira que a Europa não deve "perder a Moldávia para a Rússia", como já perdeu Bielorrússia e Geórgia, e defendeu que os países em guerra se salvam com "amigos e armas".
"Temos de nos lembrar como o mundo ignorou a necessidade de ajudar a Geórgia, após o ataque da Rússia, e como se perdeu a Bielorrússia. A Europa não pode perder a Moldávia também", disse o Presidente da Ucrânia.
A Moldávia, com um Governo e uma Presidente pró-europeístas, realiza no domingo eleições legislativas, vistas como cruciais para o futuro alinhamento político de Chisinau entre a União Europeia e Moscovo.
O chefe de Estado ucraniano afirmou que as instituições internacionais estão a falhar e que a realidade demonstra que o Direito internacional só funciona quando há aliados fortes e capacidade militar.
"É terrível, mas sem armas as coisas seriam ainda piores. Não há garantias de segurança sem amigos e sem armas", explicou.
Zelensky insistiu que "parar Putin agora é mais barato do que enfrentar uma corrida global às armas", mas avisou que, se o Presidente russo não for travado, essa corrida será inevitável.
"Estamos a viver a mais destrutiva corrida armamentista da história, porque agora inclui inteligência artificial", lembrou Zelensky.
O Presidente ucraniano pediu a criação de regras internacionais para o uso de armamento, incluindo drones e sistemas de inteligência artificial, equiparando essa necessidade à de controlar a proliferação nuclear.
"As armas evoluem mais rápido do que a nossa capacidade de defesa. É urgente estabelecer regras globais."
Zelensky lembrou que o seu país foi obrigado a desenvolver drones de longo alcance e drones marítimos para proteger as suas cidades, portos e rotas comerciais, face à ausência de meios fornecidos pelos aliados.
"Não tínhamos alternativa. A Rússia deixou-nos sem outra escolha", disse o Presidente ucraniano, acrescentando que Kiev está preparada para expandir a produção de armamento e partilhar tecnologia com parceiros.
"Não fiquem em silêncio enquanto a Rússia prolonga esta guerra. Condenem, falem, unam-se. Ajudem-nos a defender a vida e a lei internacional. O mundo está à espera de ação", pediu Zelensky.
Com Lusa
