Guerra Rússia-Ucrânia

Rangel diz que está em contactos com Israel para ter acesso direto aos portugueses detidos na flotilha

O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que a interceção ocorreu no Yom Kipur, o dia mais sagrado do judaísmo, e que a flotilha saiu das águas internacionais.

Rangel diz que está em contactos com Israel para ter acesso direto aos portugueses detidos na flotilha
FILIPE AMORIM/Lusa

Paulo Rangel diz ainda que avisou a flotilha várias vezes sobre o perigo de se sair de águas internacionais. O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que tem estado em contacto com Israel, adiantando que os detidos chegam na manhã desta quinta-feira a um porto israelita.

Rangel garantiu ainda que está a fazer tudo para ter acesso direto o mais rápido possível aos portugueses detidos por Israel que seguiam a bordo da flotilha humanitária para Gaza, o que pode ocorrer na sexta-feira ou no domingo.

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Rangel explicou que a interceção pela Marinha de Israel da flotilha internacional com destino a Gaza com ajuda humanitária, na qual seguiam três portugueses, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício, ocorreu no dia mais sagrado do judaísmo, Yom Kipur.

O chefe da diplomacia portuguesa apontou também que o primeiro grupo de cidadãos detidos a bordo da flotilha deve chegar a um porto israelita às 08:00 de quinta-feira (06:00 em Lisboa).

Paulo Rangel não especificou qual o porto israelita nem se os portugueses estariam nesse primeiro grupo.

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O ministro destacou esperar ainda a confirmação oficial das autoridades israelitas sobre a detenção dos portugueses, acrescentando que recebeu a informação por parte do Bloco Esquerda.

Sobre a operação da Marinha israelita, Rangel referiu que a flotilha saiu das águas internacionais e por isso é que as forças israelitas intervieram.

Proteção consular e diplomática

Paulo Rangel garantiu que como qualquer cidadão português, os detidos serão objeto de proteção consular e diplomática, reforçando que têm sido sempre acompanhados pelo ministério desde que partiu a flotilha.

A flotilha, composta por cerca de 50 embarcações, uma das quais com bandeira portuguesa, partiu de Espanha com o objetivo de romper o bloqueio israelita e entregar mantimentos na Faixa de Gaza. O Governo de Israel alegou que a iniciativa era apoiada pelo grupo extremista palestiniano Hamas.


Com LUSA