Guerra Rússia-Ucrânia

Líderes europeus discutem ajuda à Ucrânia e reforço da Defesa comum em Copenhaga

Os representantes europeus vão ainda decidir sobre os ativos russos, que estão depositados numa instituição europeia, imobilizados desde o início da guerra e que poderiam ser usados como empréstimo à Ucrânia até ao final do conflito.   

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Os líderes europeus estão reunidos, em Copenhaga, para discutir o futuro financiamento à Ucrânia e, sobretudo, o reforço da defesa comum, depois da invasão de caças e drones russos no espaço europeu. Luís Montenegro está a favor de usar ativos russos para apoio à Ucrânia e concorda com a criação de um muro anti-drones. 

A ameaça que se adensou no ar no último mês, com a vaga de drones russos a violar o espaço europeu, é já vista pela Dinamarca como uma "guerra híbrida" que está apenas no início. 

A Dinamarca proibiu todos os voos de drones até sexta-feira, em Copenhaga, onde estão reunidos os líderes europeus para discutir uma resposta a Moscovo e arquitetar um reforço da segurança, que pode passar por erguer muros. 

Um muro anti-drones, plano apoiado por 10 Estados-membros, que tem como objetivo detetar e destruir drones russos. 

O futuro financiamento e apoio militar à Ucrânia será outro tema fraturante desta reunião informal, que implica decidir sobre os ativos russos, que estão depositados numa instituição europeia, imobilizados desde o início da guerra e que poderiam ser usados como empréstimo à Ucrânia até ao final do conflito. 

Um financiamento que seria significativo depois do corte do apoio financeiro dos Estados Unidos. 

Na terça-feira, o antigo Presidente russo, Dmitry Medevedev, gozou com Trump na rede social X a propósito do alegado envio de submarinos norte americanos para vigiar a Rússia.  

Diz que é "difícil encontrar um gato preto num quarto escuro", sobretudo, quando não está lá, no que chama de mais um episódio deste ‘thriller’. 

Pelo menos um morto em ataque com drones

Na linha da frente, pelo menos uma pessoa morreu e 20 ficaram feridas num ataque com drones, em Dnipro, que teria como alvo o centro industrial da cidade. 

Mais a Norte, em Kharkiv, seis pessoas ficaram feridas num bombardeamento que provocou incêndios em vários prédios residenciais.