O dia começa com formatura. Os prisioneiros de guerra são chamados para a contagem. À chegada à colónia, a SIC é avisa: os homens que estão ali parecem mais velhos do que são na realidade. Falta de acesso a cuidados médicos e alimentação pobre na Rússia são as razões indicadas.
Muitos deles foram capturados feridos, no campo de batalha, como é o caso de Aleksandr, de 47 anos, natural de Rostov.
"Fui salvo por militares ucranianos. Eu estava a morrer. Estive deitado 27 dias sem comida nem água. Estava gravemente ferido. O nosso comando recusou-se a retirar-me. Os rapazes salvaram-me", conta à SIC Aleksandr, não querendo recordar-se de como sobreviveu.
Este homem está na colónia há um mês a receber tratamento médico.
"Claro que sei que sou inimigo, sou prisioneiro de guerra", acrescentou Aleksandr.
Desde o início da invasão em larga escala, cerca de 5 mil ucranianos puderam regressar do cativeiro, trocados por prisioneiros como estes. Ao todo, não sabemos quantos homens estão nesta colónia, nem quantas colónias deste género existem na Ucrânia. Essa informação é secreta. Mas os ucranianos consideram estes ex-combatentes como um ativo importante para trazer os seus para casa.
Não é propriamente um hotel, mas também não é uma prisão comum. Isto porque quem está ali não dorme em celas, não dorme literalmente atrás das grades: dorme em quartos partilhados. Há espaço para objetos pessoais e todas as camas estão identificadas com cartões.
A colónia que a SIC visitou fica na zona oeste do país, longe da linha da frente. O almoço dura cerca de meia hora. Neste dia, foi servida sopa de beterraba, papas, salada de pepino e pão.

