Guerra Rússia-Ucrânia

Análise

Apoio à Ucrânia e a "muralha de drones": o que esperar da reunião da NATO em Bruxelas

O analista de Relações Internacionais, Orlando Samões, faz uma antecipação do que podemos esperar da reunião desta quarta-feira com os ministros da Defesa da NATO.

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Os ministros da Defesa dos países da Aliança Atlântica encontram-se esta quarta-feira no quartel-general da organização político-militar, em Bruxelas, na Bélgica.

O analista de Relações Internacionais, Orlando Samões, diz que vai ser uma reunião "absolutamente extraordinária" porque vai abordar muitos temas e "temas importantes".

"O primeiro discurso do secretário-geral da NATO foi muito no sentido de propôr uma divisão do trabalho entre a NATO e a UE", começa por dizer.

Orlando Samões acredita que um dos temas que vai ser discutido, além da guerra na Ucrânia e no Médio Oriente, será "a muralha de drones", depois das últimas incursões russas em países da Europa.

"Creio que o diálogo vai ser ao longo destas linhas, no fundo dar a entender que estamos numa melhor situação se conseguirmos apoiar mais a Ucrânia através da nova lógica de comprar aos Estados Unidos".

Os governantes dos 32 países da NATO discutirão como é que podem coordenar os esforços para continuar a apoiar a Ucrânia, mais de três anos e meio desde o início da invasão russa, e como é que podem fazê-lo continuando a investir na própria capacitação militar.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, representará Portugal na reunião, que deverá ser resumida em conferência de imprensa pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e pelos ministros da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, e do Reino Unido, John Healey.