Guerra Rússia-Ucrânia

Kremlin afirma estar focado no diálogo enquanto ataques russos fazem três mortos na Ucrânia

O enviado da Rússia aos Estados Unidos diz que está para breve uma solução diplomática entre o Kremlin e Kiev. Por sei lado, Trump diz que vai pedir à China que se junte às sanções contra a Rússia. No terreno, pelo menos três pessoas morreram nos ataques russos durante esta madrugada, em Kiev.

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O enviado russo que está nesta altura de visita aos Estados Unidos, Kirill Dmitriev, diz que está para breve uma solução diplomática entre o Kremlin e Kiev.

O enviado para a cooperação económica de Moscovo a Washington. Kirill Dmitriev esteve reunido esta sexta-feira com altos funcionários da administração norte-americana e, à entrada para o encontro, afirmou que ao contrário de Kiev, o Kremlin está focado no diálogo.

Diz que não vai entrar em detalhes mas que cabe à Ucrânia querer resolver os problemas e não pôr mais entraves à paz.

Trump pede ajuda da China para um cessar-fogo na Ucrânia

Em declarações aos jornalistas durante o voo para a Malásia, o Presidente dos EUA afirmou que vai falar com Xi Jinping sobre a guerra na Ucrânia.

"Temos muito que falar com o Presidente Xi, ele tem muito que falar connosco, acho que vamos ter uma boa reunião", afirmou Trump aos jornalistas antes de partir para a Malásia, a primeira paragem da uma digressão asiática que vai fazer.

Ataques aéreos da Rússia mataram pelo menos três pessoas e fizeram 17 feridos

As autoridades da Ucrânia disseram hoje que os ataques aéreos da Rússia nesta última noite mataram pelo menos três pessoas e fizeram 17 feridos. De acordo com a conta de Telegram Timur Tkachenko, chefe da administração militar da cidade de Kiev, uma pessoa morreu na capital ucraniana no mais recente ataque russo e dez ficaram feridas.

A polícia local acrescentou que um ataque com mísseis balísticos em Kiev provocou duas mortes e 13 feridos.

Um incêndio deflagrou num edifício não residencial e destroços de mísseis intercetados caíram numa área aberta, danificando janelas de edifícios próximos, informou o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia através do serviço de mensagens Telegram.

Já a administração militar de Dnipropetrovsk, no leste do país, estimou o número provisório de um ataque russo em dois mortos e sete feridos.

A força aérea ucraniana informou que o ataque aéreo russo, nesta última noite (de sexta-feira para sábado), incluiu um ataque com drones e cinco ataques com mísseis balísticos em onze locais em território ucraniano.

Por seu turno, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as suas defesas aéreas abateram 121 drones ucranianos que sobrevoaram o país durante a noite passada.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que os recentes ataques reforçam a necessidade de sistemas de defesa Patriot. Segundo escreveu na rede social X, é essencial que os parceiros internacionais com capacidade relevante avancem com o apoio discutido nos últimos dias.

Zelensky apelou ainda aos Estados Unidos da América (EUA), à Europa e aos países do G7 para ajudarem a impedir que tais ataques continuem a ameaçar vidas.

O chefe de Estado da Ucrânia espera adquirir 25 sistemas Patriot aos EUA para reforçar as defesas aéreas, sobretudo nas zonas urbanas.

Na sexta-feira, Zelensky apelou aos EUA para alargarem as sanções ao petróleo russo e defendeu o uso de mísseis de longo alcance para contra-atacar a Rússia.

Desde a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, a Ucrânia tem recebido apoio financeiro e militar dos aliados ocidentais. Esses países também impuseram sanções a setores estratégicos da economia russa para enfraquecer a capacidade de Moscovo de sustentar o esforço de guerra.