As autoridades ucranianas emitiram uma ordem de evacuação para as povoações próximas de linha da frente nas regiões de Zaporizhia e Dnipropetrovsk. Esta medida obriga, sobretudo, famílias com crianças a abandonarem as suas casas e a deslocarem-se para locais considerados mais seguros.
As ordens de evacuação não decorrem apenas de movimentações na linha da frente, mas também do alargamento da chamada “kill zone” (áreas consideradas de alto risco devido a ataques com drones). Há alguns meses, esta zona de perigo estendia-se por cerca de 3 a 4 quilómetros, mas atualmente, atinge entre 15 a 20 quilómetros.
Outro problema grave no país é a situação energética. Moscovo tem atacado repetidamente centrais elétricas e outras infraestruturas, levando as autoridades ucranianas a desligar temporariamente grandes aglomerados urbanos para conseguir distribuir energia por todo o território.
As previsões indicam que estas dificuldades vão persistir nos próximos dias.
Rússia volta a atacar com mísseis hipersónicos Kinzhal e bateria de drones
As forças armadas russas voltaram, esta segunda-feira, a atacar Ucrânia com dois mísseis hipersónicos Kinzhal, cinco mísseis teleguiados S-300 e S-400 e um total de 67 drones (aeronaves telepilotadas), anunciou a Força Aérea ucraniana.
O comunicado não esclarece se os engenhos foram intercetados ou destruídos, adiantando-se no texto que ainda há que a verificar no terreno o resultado concreto e global deste mais recente ataque das forças militares da Federação Russa.
No setor dos drones, os responsáveis da Ucrânia esclareceram que 40 daqueles dispositivos eram do tipo 'kamikaze' (sem retorno) Shahed e que 52 dos 67 foram intercetados, tendo 15 deles sortido efeito em nove localizações distintas.
Antes, o Ministério da Defesa russo declarou ter destruído 71 drones ucranianos em 10 regiões diferentes e na anexada península da Crimeia.
A mesma fonte especificou que 29 dos abatidos foram intercetados na zona fronteiriça de Briansk, na qual tinham sido destruídos 43 aparelhos daquele género, no dia anterior.
Outros sete aparelhos semelhantes, que visam impactos em infraestruturas russas de produção e fornecimento de energia, foram derrubados na também região raiana de Kursk, além de três na Crimeia e mais sete ao largo do mar Negro.
- Com Lusa

