Guerra Rússia-Ucrânia

Roménia e Polónia forçadas a tomar medidas perante ações agressivas da Rússia

Dois países da NATO tiveram de tomar medidas devido ao que consideram ser as ações agressivas da Rússia: a Roménia evacuou duas aldeias junto à fronteira com a Ucrânia, já a Polónia acusou Moscovo de sabotagem das linhas de ferroviárias que dão acesso a Kiev.

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Duas explosões terão abalado a pequena localidade polaca de Mika, atravessada pela linha ferroviária que liga Varsóvia a Lublin e daí para a Ucrânia. O primeiro-ministro da Polónia não tem dúvidas em considerar tratar-se de sabotagem.

O alerta foi dado pelos moradores da aldeia, localizada a cerca de 130 quilómetros de distância da Ucrânia. Não se registaram quaisquer vítimas, mas o assunto está a ser investigado pelas autoridades polacas.

Por se tratar de um país da NATO, o secretário-geral da Aliança Atlântica pediu prudência e disse aguardar pelos resultados da investigação.

Outro governo de um país da NATO teve de tomar também medidas esta segunda-feira. A Roménia deu ordens para evacuar duas aldeias junto ao rio Danúbio, devido a um ataque russo a um navio carregado com combustíveis na fronteira com a Ucrânia.

A Rússia voltou a atacar várias regiões ucranianas. O bombardeamento em Kharkiv durante a madrugada provocou três mortos e 13 feridos.

Outro ataque russo a infraestruturas portuárias em Odessa causou a interrupção da energia elétrica a quase 40 mil pessoas.

Moscovo reclama o avanço e a conquista de localidades em várias regiões, como Zaporizhia, Dnipro e Donetsk. O Ministério Russo da Defesa alega ter interceptado mais de 70 drones ucranianos.

No dia em que o antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que a Europa se deve preparar para a guerra, Ursula von der Leyen escreveu uma carta aos líderes dos 27 países a sugerir três formas de apoiar financeiramente a Ucrânia, incluindo o uso dos ativos russos congelados, no que conta com a oposição de países como a Hungria.

Apesar do cancelamento do encontro de Budapeste entre Vladimir Putin e Donald Trump, o Kremlin disse esta segunda-feira estar pronto para a marcação de uma nova cimeira após aquela que juntou no Alasca, em agosto passado, os líderes da Rússia e dos Estados Unidos.