Trump fala em paz mais próxima, Zelensky está "pronto a avançar" e a Rússia?
Shannon Stapleton/Reuters

Terminado

Guerra Rússia-Ucrânia

Trump fala em paz mais próxima, Zelensky está "pronto a avançar" e a Rússia?

A Ucrânia "concordou com o acordo de paz" proposto pelos Estados Unidos. Zelensky, que poderá ir a Washington ainda esta semana, diz estar pronto para avançar, mas quer os aliados europeus nas negociações. A Casa Branca adianta que há "detalhes delicados, mas não intransponíveis". Trump acredita estar "muito perto" de um entendimento. Mas, a Rússia ainda não se pronunciou. Sabe-se apenas que o enviado norte-americano, Steve Witkoff, vai a Moscovo.

Todo o direto

A reunião por videoconferência de Zelensky

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"Este quadro está sobre a mesa e estamos prontos para avançar juntos", disse Volodymyr Zelensky aos líderes da chamada "Coligação dos Dispostos", que hoje realizou uma reunião por videoconferência, de acordo com uma cópia do seu discurso, citado pelas agências internacionais e pelo 'site' oficial da presidência ucraniana.

O líder ucraniano afirmou que, após as reuniões entre ucranianos, europeus e norte-americanos convocadas no domingo em Genebra (Suíça) e a reunião de hoje com os aliados de Kiev, a Ucrânia está preparada para avançar em conjunto com os Estados Unidos e com a Europa com a versão atualizada do acordo de paz.

"Estou pronto para me encontrar com o Presidente Trump - há pontos sensíveis para discutir, ainda os temos, e pensamos que a presença de líderes europeus poderia ser útil", adiantou.

Momentos depois, na sua comunicação habitual ao país, o líder ucraniano afirmou que os princípios do plano de paz podem levar a "acordos mais profundos", mas que "muito depende agora" de Washington.

"Conto com a continuação da cooperação ativa com o lado americano e com o Presidente (Donald) Trump. Muito depende da América, porque a Rússia presta a maior atenção à força americana", acrescentou, observando que é "particularmente cínico" que Moscovo continue a atacar o território ucraniano enquanto estão em curso conversações de paz.

Enviado especial dos EUA encontra-se com Putin e secretário do Exército com Zelensky

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revela que Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, se vai encontrar com o Presidente da Rússia e, simultaneamente, o secretário do Exército, com os ucranianos. "Serei informado de todos os progressos", refere. Numa publicação na Truth Social, Donald Trump diz ainda que espera encontrar-se em breve com Zelensky e Putin.

UE em risco de "entregar autonomia estratégica" ao estar fora de plano de paz, defendem investigadores

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Lusa

Investigadores disseram à Lusa que a ausência da UE de um plano de paz para a Ucrânia representará a "abdicação da autonomia estratégica", sublinhando que os 27 têm de "deixar as palavras e avançar para ações".

Os Estados Unidos apresentaram no domingo uma proposta para acabar com o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, iniciado com uma invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

Na proposta de 28 pontos, três pontos sobressaíam: a cedência de território ucraniano à Federação Russa, a redução do número de militares ucranianos e a ausência total da UE na conceção deste plano. Washington nem sequer avisou os 27 deste documento, disse na segunda-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

"Qualquer plano de paz negociado sem um 'input' europeu significativo representa a abdicação total da autonomia estratégica da UE e expõe a incapacidade de defender os próprios interesses securitários", disse à Lusa o professor de Direito Europeu Alberto Alemanno.

O académico considerou que a situação é ainda mais grave quando é a UE que está "a suportar o custo da guerra", em vez dos EUA.

Para Alemanno, o plano esboçado por Washington "serve os interesses dos EUA de se imiscuir dos compromissos europeus, deixando para a UE a consequências a longo prazo do que emergir destes arranjos".

A solução, de acordo com o investigador, é a apresentação de "uma proposta alternativa" por parte da UE que aborde os "interesses europeus como a sobrevivência da Ucrânia como um país independente".

Em consonância com Alberto Alemanno, Myroslava Gongadze, jornalista ucraniana e investigadora do 'think tank' (grupo de reflexão) Friends of Europe, disse à Lusa ser "preciso clarificar quem é que fez o plano" apresentado pela Casa Branca, considerando que "tem muita ajuda do lado russo" e a presença da UE é inexistente.

Para os dois investigadores, a UE ainda vai a tempo de receber um lugar à mesa das negociações do futuro da Ucrânia e também da própria Europa.

Macron garante que EUA assumiram compromisso de participar em força internacional de paz

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Lusa

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POOL/AP

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou esta terça-feira que os Estados Unidos (EUA) se comprometeram a participar na força internacional de manutenção da paz na Ucrânia, que deverá ser destacada para garantir a sua durabilidade.

Nas mesmas declarações, feitas no final de uma reunião com os países aliados de Kiev, a chamada "Coligação dos Dispostos", que decorreu por videoconferência, Macron avançou que será criado, a partir de quarta-feira, "um grupo de trabalho liderado pela França e pelo Reino Unido, em estreita parceria com a Turquia, que desempenha um papel fundamental no plano marítimo, e, pela primeira vez, com a participação dos Estados Unidos".

O chefe de Estado francês sublinhou que a Ucrânia deve reforçar as suas próprias capacidades militares para prevenir novas agressões, defendendo simultaneamente a criação de uma "segunda camada" de segurança composta por forças internacionais com função dissuasora.

Macron manifestou ainda ceticismo quanto à real disponibilidade de Moscovo para alcançar um cessar-fogo, afirmando que não existe uma "disposição clara" da Rússia para o efeito.

O Presidente francês questionou igualmente o empenho russo em negociar o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, atualmente em fase de finalização com Kiev.

Sobre os ativos russos congelados na Europa, Macron adiantou que os países europeus vão apresentar, nos próximos dias, uma resposta coordenada para garantir o financiamento da Ucrânia e dar maior previsibilidade às autoridades de Kiev.

Negociações dos últimos dias

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Lusa

As conversações de Genebra foram convocadas com urgência no domingo, com base no plano apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que foi bem recebido por Moscovo e que inclui a cedência de território ucraniano.

Intensas trocas diplomáticas em todas as frentes prosseguiram desde domingo.

Em paralelo estão a decorrer desde segunda-feira em Abu Dhabi negociações entre o secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, e uma delegação russa sobre um possível acordo para pôr fim a quase quatro anos de conflito.

Última versão do plano de paz é "significativamente melhor" para a Ucrânia

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SIC Notícias

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Lusa

A última versão do plano dos Estados Unidos para resolver o conflito na Ucrânia é "significativamente melhor" para Kiev, afirmou uma fonte próxima do processo à agência de notícias France-Presse (AFP).

"A Ucrânia, os Estados Unidos e os europeus fizeram com que a proposta norte-americana funcionasse (...) e agora é significativamente melhor" para Kiev, disse a fonte, acrescentando que esta versão não contém 28 pontos como a proposta inicialmente apresentada por Washington.

Esta versão permite à Ucrânia manter um exército de 800.000 efetivos, no lugar dos 600.000 previstos na primeira versão do plano.

"Não se trata de um limite máximo, é mais ou menos o número atual", acrescentou a fonte que falou à AFP sob a condição de anonimato.

De acordo com a mesma fonte, algumas das questões mais sensíveis, como as divisões territoriais, poderão ser "discutidas a nível presidencial".

Macron defende necessidade de garantir um exército ucraniano forte e sem limitações

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Lusa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a necessidade de garantir a existência de "um exército ucraniano forte" e "sem limitações", afirmando ainda que não há um desejo de cessar-fogo do lado russo.

O chefe de Estado francês disse no final de uma reunião com os países aliados de Kiev, a chamada "Coligação dos Dispostos", que decorreu por videoconferência, que a paz pode ser mantida "dissuadindo qualquer nova agressão", sublinhando que para tal é necessário "um exército ucraniano forte".

"As discussões em Genebra mostraram que não deve haver limites para o exército ucraniano. Planeámos tudo o que é necessário para o fazer", disse, referindo-se às negociações que decorreram durante o passado fim de semana entre europeus, norte-americanos e ucranianos na cidade suíça.

Um dos pontos do plano de paz para a Ucrânia do Presidente norte-americano, Donald Trump, estipulava a redução do número de soldados ucranianos para 600.000 efetivos, em vez dos mais de 800.000 atuais.

O Presidente francês apelou a uma "pressão contínua" sobre a Rússia para negociar, acrescentando que uma solução para "garantir o financiamento" da Ucrânia com base nos ativos russos congelados será "finalizada nos próximos dias".