Guerra Rússia-Ucrânia

Exclusivo SIC/Expresso

Costa diz que só a Ucrânia pode decidir cedências territoriais mas alerta para o caos

O presidente do Conselho Europeu reconhece que a União Europeia terá de dialogar diretamente com Vladimir Putin, mas considera que ainda não chegou o momento adequado. 

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António Costa diz que só a Ucrânia pode decidir sobre cedências territoriais à Rússia, mas que a alteração de fronteiras pela força é carta branca para o caos. Em entrevista exclusiva à SIC e ao Expresso, adianta que a União Europeia também vai ter de falar diretamente com Putin, mas que este ainda não é o momento.

Nem 19 pacotes de sanções, nem o dinheiro russo congelado na Europa fizeram Putin desistir de ficar com território ucraniano, e a questão continua no centro das negociações de paz.

A cedência de territórios estava na primeira versão do plano de paz de Trump, cozinhado com Moscovo, que apanhou de surpresa os europeus e os fez voar para Genebra no fim de semana, onde esteve também o chefe de gabinete de António Costa.

A versão inicial passava por cima dos europeus, prevendo, por exemplo, o levantamento das sanções à Rússia. Mas Costa acredita que já ficou claro para Trump que, nas decisões europeias, tem de ouvir os 27.

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Sem um lugar fixo à mesa nas negociações de paz, a União Europeia mantém a confiança na mediação de Donald Trump.

A completar um ano à frente do Conselho Europeu, diz que uma das principais prioridades foi estabilizar a relação com os Estados Unidos, face a um regresso de Trump que pressionou os europeus a gastar mais em defesa, que nem sempre os ouve e que se lançou numa guerra comercial impondo mais tarifas.

A próxima reunião de líderes é a 18 de dezembro e, num recado que é para os 27, mas também para Putin, diz que a reunião só acaba quando houver acordo sobre o financiamento para a Ucrânia nos próximos dois anos.