Guerra Rússia-Ucrânia

Correspondente SIC

Zelensky reúne-se em Paris com Presidente Macron com apoio militar em cima da mesa

É uma semana importante para a Ucrânia. Zelensky está reunido em Paris com Macron e, em Bruxelas, estão reunidos os ministros da Defesa da União Europeia. O tema em cima da mesa é o apoio militar à Ucrânia. Uma encontro que acontece na véspera de Steve Witkoff deslocar-se a Moscovo para uma reunião com Vladimir Putin.

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É a 10.ª visita do Presidente da Ucrânia a França e, possivelmente, uma das mais importantes. Em Bruxelas, os ministros europeus de Defesa estão reunidos para analisar o apoio militar à Ucrânia e, em Paris, está o Presidente Zelensky reunido com o homólogo francês para discutir as reuniões de Genebra e o plano de paz de Trump.

Zelensky está sob forte pressão, tanto militar como política, num momento em que Donald Trump manifesta otimismo quanto à resolução do conflito iniciado há quase quatro anos pela Rússia.

O encontro em Paris aconteceu na véspera de uma nova reunião entre o emissário de Trump e Vladimir Putin.

"O encontro com Witkoff está previsto para amanhã [terça-feira]", indicou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária, na qual a AFP participou, precisando que a reunião teria lugar "na segunda parte do dia".

Esta viagem à Rússia terá lugar na sequência das negociações entre as delegações norte-americana e ucraniana na Florida, no domingo, consideradas "produtivas" pelo secretário de Estado americano Marco Rubio.

Ministros analisam plano que exclui UE e apoio para o inverno

Também reunidos, mas em Bruxelas, estão os ministros da Defesa da União Europeia para discutir o apoio militar para a Ucrânia, face à chegada do inverno, e o plano de paz.

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, não vai estar na reunião, a última deste ano, e o Governo vai ser representado pelo secretário de Estado Adjunto e da Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres.

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A reunião é encabeçada pela alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, e também vão participar o ministro da Defesa ucraniano, Denys Shmyhal, e a subsecretária-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Radmila Shekerinska.

Com a chegada do inverno, que vai impossibilitar quaisquer movimentações no território ucraniano devido à acumulação de neve, a Ucrânia, a UE e a NATO esperam que o conflito assuma os mesmos moldes dos últimos anos: bombardeamentos russos a infraestruturas energéticas para tentar cortar o aquecimento e pressionar a população de um país há quase quatro anos a tentar repelir a invasão russa.

Em simultâneo, os governantes da UE vão discutir os investimentos que têm de ser feitos na área da defesa e a cooperação entre Estados-membros para os próximos cinco anos.Mas o tópico mais importante da reunião continua a ser a perspetiva de um cessar-fogo na Ucrânia e um possível acordo de paz, depois da apresentação de uma proposta nesse sentido pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump.

No entanto, a proposta tinha várias 'linhas vermelhas' para este lado do Atlântico, nomeadamente a cedência à Rússia de todo o território que anexou desde fevereiro de 2022 e também a península da Crimeia (ocupada em 2014), a redução para metade do número militares das Forças Armadas da Ucrânia (para cerca de 400.000), e foi desenhado excluindo a União Europeia de todo o processo.