Guerra Rússia-Ucrânia

Trump e Zelensky reuniram em Davos, pela primeira vez este ano

No final do encontro, o Presidente norte-americano disse que a reunião foi “muito boa” e de lá saiu, disse Trump, uma mensagem que quer transmitir a Vladimir Putin.

Trump e Zelensky reuniram em Davos, pela primeira vez este ano
LAURENT GILLIERON/EPA

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou no final do encontro em Davos, na Suíça, com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que foi uma reunião “muito boa e positiva” e que a mensagem que vai passar ao Presidente russo é a de que a guerra na Ucrânia tem de acabar.

Trump falou brevemente com os jornalistas após sair da reunião com Zelensky, que, segundo a Casa Branca, durou cerca de uma hora.

Apesar da reunião positiva, Trump advertiu que falta percorrer "um longo caminho" até terminar a guerra na Ucrânia e evitou dar pormenores sobre a conversa, segundo relato da agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

"A guerra tem de acabar. Esperamos que termine. Há muita gente a morrer", afirmou aos jornalistas, reiterando que existe um desejo global para que chegue ao fim o conflito iniciado pela Rússia em fevereiro de 2022.

Zelensky descreveu o encontro como "produtivo e substancial", centrando-se no trabalho das equipas negociadoras.

"Há reuniões ou comunicações praticamente todos os dias. Os documentos estão agora ainda mais bem preparados", afirmou Zelensky, que aproveitou a ocasião para solicitar um reforço da defesa antiaérea da Ucrânia.

O líder ucraniano agradeceu o envio do pacote anterior de mísseis de defesa aérea e pediu um lote adicional para proteger "vidas, a resiliência e os esforços diplomáticos conjuntos".

De Davos para Moscovo

Enquanto decorria a reunião em Davos, o enviado especial de Trump para a Ucrânia, Steve Witkoff, preparava-se para se reunir hoje em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Witkoff afirmou recentemente que foram feitos "muitos progressos" e que as conversações foram "reduzidas a apenas um assunto", cujo teor não especificou.

As declarações de Witkoff contrastam com o tom mais cauteloso de Trump, que na quarta-feira chegou a afirmar perante o Fórum de Davos que o fim do conflito estaria "razoavelmente próximo".

A Rússia tem exigido a soberania sobre a Crimeia, que anexou em 2014, e sobre os territórios que declarou anexados em 2022, mesmo sem os controlar integralmente, o que é recusado pela Ucrânia e aliados.

Além da destruição de uma parte significativa das infraestruturas da Ucrânia, incluindo as de energia para usar o inverno como arma de guerra, o conflito causou um número por quantificar de mortos e feridos dos dois lados.

A guerra da Ucrânia tem sido considerada como o conflito do género mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

[Notícia atualizada às 16:01]