A Ucrânia ordenou esta sexta-feira, a retirada de famílias com crianças de sete aldeias na região de Kharkiv (nordeste), um indicador do avanço das forças russas nesse setor.
"Foi tomada a decisão de retirar as famílias com crianças de sete aldeias", anunciou o governador regional, Oleg Synegoubov na rede social Telegram.
Estas localidades situam-se a sul da cidade de Vovtchansk, cuja captura foi reivindicada no final de 2025 pelo exército russo.
"De acordo com os dados mais recentes, atualmente há 25 crianças que permanecem nessas aldeias", acrescentou Synegoubov, citado pela agência ucraniana Ukrinform.
As autoridades ucranianas definiram rotas de evacuação e estão a disponibilizar abrigo para as pessoas que abandonaram estas localidades, indicou ainda a Ukrinform.
Este anúncio chega no mesmo dia em que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que Kiev não iria atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscovo fizer o mesmo na Ucrânia.
Por seu lado, a presidência russa confirmou esta sexta-feira, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu ao homólogo russo, Vladimir Putin, para suspender os ataques aéreos contra Kiev durante uma semana.
O pedido dos Estados Unidos referiu-se até ao dia 1 de fevereiro, data prevista para a segunda ronda de negociações trilaterais em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
"De facto, o Presidente (Donald) Trump contactou pessoalmente o Presidente (Vladimir) Putin para lhe pedir que se abstivesse, durante uma semana, até 01 de fevereiro, de realizar ataques contra Kiev, a fim de criar condições favoráveis à realização de negociações", disse Dmitri Peskov, porta-voz presidencial.
Apesar do pedido, a Rússia disparou um míssil e lançou 111 aparelhos aéreos não tripulados (drones) contra 15 regiões da Ucrânia.
Kharkiv, a par da capital Kiev, Odessa (sul) e Dnipro (centro), é uma das cidades ucranianas mais afetadas pela falta de luz e aquecimentodevido aos ataques russos a infraestruturas elétricas.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.


