Incêndio na Notre-Dame

Procuradoria francesa abre investigação às causas do incêndio na catedral Notre-Dame

IAN LANGSDON

Catedral já estava fechada quando deflagrou o incêndio.

A Procuradoria de Paris anunciou esta segunda-feira a abertura de um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do forte incêndio que devastou a catedral de Notre-Dame, em Paris.

A Procuradoria foi encarregada da investigação sobre o incêndio, que provocou o desmoronamento do pináculo do monumento. As chamas afetaram inicialmente as imediações do pináculo, acrescentado no século XIX ao templo medieval.

Os bombeiros tiveram dificuldade em aceder à catedral, o que fez com que as chamas se espalhassem pela estrutura que sustenta o telhado, que foi gradualmente inflamado pelas chamas, que também afetaram alguns contrafortes.

No momento do incêndio a catedral já havia fechado aos visitantes, mas as autoridades evacuaram todo o perímetro, bem como parte das casas adjacentes para evitar que fossem afetadas.

O incêndio começou cerca das 18:50 locais (17:50 em Portugal) e atingiu toda a estrutura do edifício, segundo o porta-voz do monumento, André Finot.

Os bombeiros disseram que o incêndio terá começado no sótão da catedral e admitiram que a situação poderá estar ligada aos trabalhos de reabilitação do edifício, que é o monumento histórico mais visitado da Europa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que tinha um discurso à nação agendado para esta noite, centrado em medidas de revitalização económica, adiou a comunicação em consequência do incêndio.

"Notre-Dame de Paris consumida pelas chamas. Emoção de uma nação inteira. Pensada para todos os católicos e para todos os franceses. Como todos os nossos compatriotas, estou triste esta noite por ver a arder uma parte de nós", escreveu Macron na rede social 'Twitter', antes de se dirigir para o local.

Entre as primeiras mensagens de pesar e de solidariedade contam-se as dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, bem como dos chefes de governo da Alemanha, Angela Merkel, e de Espanha, Pedro Sanchéz.

A catedral de Notre-Dame foi edificada em 1163 e iniciou a função religiosa em 1182, embora os trabalhos de construção tenham prosseguido até 1345.

Com Lusa

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