Miguel Albuquerque disse, nesta quarta-feira, que a estratégia de contenção adotada "foi um sucesso". Apesar de existirem "aspetos positivos", o Presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil, Duarte Caldeira, disse, na Edição da Manhã, da SIC Notícias, que o Governo Regional da Madeira não tirou as devidas ilações com as tragédias que aconteceram no passado, no arquipélago.
Duarte Caldeira sublinhou que a deslocação atempada de populações de modo a retirá-las da zona de risco para não virem a ser afetadas pelo incêndio, foi, de facto, bem conseguida, no entanto, "isto não significa que se esqueça todo um balanço desde 2010, que revela a vulnerabilidade extrema do território da Região Autónoma da Madeira".
"Olhar para os resultados deste incêndio e ficar muito satisfeito, porque não houve vítimas mortais até à data, isto é simplesmente esquecer que houve vítimas mortais nos incêndios anteriores", o que mostra que "não foram retirados quaisquer ensinamentos", acrescentou o Presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil.
Na entrevista, ainda considerou existir um "excesso de intromissão do decisor político e dos seus interesses" em decisões relacionadas "com a vida das pessoas, com a economia e com o ambiente", um comportamento que não é novo, fez questão de recordar.
Ao 9.º dia do incêndio na ilha da Madeira, deverão chegar, durante a manhã desta quinta-feira, dois aviões Canadair e, caso as condições meteorológicas permitam, vão começar a atuar ainda durante esta tarde.
Duarte Caldeira referiu também que há erros de gestão que podiam ter sido evitados.
Segundo a repórter no terreno da SIC, Catarina Terroso, esta manhã a "situação está ligeiramente mais calma", contudo o combate às chamas continua a ser dificultado pelo vento e pelas temperaturas elevadas.
Para esta quinta-feira são esperadas temperaturas mais baixas, o que pode facilitar o trabalho dos operacionais.
