Incêndios em Portugal

Incêndio no Sabugal: situação agravou-se e foram os populares a coordenar-se no combate às chamas

No dia em que o governo prolongou a situação de alerta por mais 48 horas, o incêndio que lavra no concelho do Sabugal é o que mais preocupa. A situação agravou-se e são os populares que estão a coordenar-se no combate às chamas. O presidente da câmara queixa-se da falta de meios.

Loading...

O retrato é de uma população que viu um fogo desgovernado ganhar força mesmo à frente dos olhos. O incêndio, que lavra desde sexta-feira, tem agora uma frente com cerca de 10 quilómetros, alimentada pelo vento, pelo calor, mas também pela falta de meios.

O sentimento de abandono, explicado pela ausência de meios aéreos no combate nos dois primeiros dias de incêndio, juntam-se à indignação de quem se viu cercado pelas chamas.

Durante a tarde deste domingo as chamas ganharam força e ameaçaram várias aldeias. Ouviu-se, no entanto, um respirar de alívio quando os aviões Canadair conseguiram evitar que as chamas chegassem à aldeia de Rapoula do Côa.

Mesmo assim, a extensão do fogo obriga à distribuição e divisão dos meios, o que impede uma ação musculada dos operacionais.

Durante a tarde, o fogo chegou a rondar um posto de combustível, mas os bombeiros conseguiram controlar este foco de incêndio com a ajuda indispensável dos populares, que usaram mangueiras, tratores e tudo o que tinham à mão.

Ainda sem contas feitas à área ardida, os populares não baixam os braços e fazem agora a caminhada por uma terra que em tempos já foi verde.