Incêndios em Portugal

Partidos criticam atuação do Governo e apontam falhas ao nível da coordenação, comunicação e liderança

O Parlamento aprovou por unanimidade a realização de um debate com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a gestão dos incêndios, agendado para 27 de agosto. Os partidos criticam a atuação do Governo, apontando falhas ao nível da coordenação, comunicação e liderança. O ministro dos Assuntos Parlamentares assegurou que o Executivo não se furtará ao escrutínio democrático.

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Foi aprovado por unanimidade, esta quarta-feira, a realização de um debate no Parlamento com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a gestão dos incêndios. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia da República, após a aprovação da proposta em Conferência de Líderes. O debate está agendado para o próximo dia 27 de agosto.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, os partidos políticos criticaram a postura do primeiro-ministro relativamente à gestão dos incêndios que, nas últimas semanas, têm afetado grande parte do território nacional.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, garantiu que o Governo e Luís Montenegro "não vão fugir ao escrutínio democrático".

Do lado do Partido Socialista (PS), Eurico Brilhante Dias afirmou que o partido não votará contra a ida de um membro do Executivo ao Parlamento.

Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, referiu-se a um "terrorismo" que dura há várias décadas, como consequência do desinvestimento na Proteção Civil e nos Bombeiros.

A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, criticou a falta de coordenação e liderança do Governo, enquanto Isabel Mendes Lopes, do Livre, e Paula Santos, do PCP, apontaram falhas na comunicação e na disponibilidade por parte do Executivo de Luís Montenegro.

Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda (BE), considerou que o "Governo falhou" e que Luís Montenegro demonstrou um problema de "competência, noção e empatia".