Na aldeia do Paul, na Covilhã, o incêndio foi controlado, mas a população mantém-se vigilante e revoltada.
"Tenho andado desde domingo até hoje. Não dormi quase nada, só uma horinha, porque andamos constantemente a apagar o que os criminosos andam aí a fazer. Já hoje de manhã apaguei um à beira da estrada."
Não esconde a revolta quando olha para tudo o que ardeu na aldeia de Paul, próximo de casas.
O incêndio que veio da Covilhã no domingo obrigou várias pessoas a procurarem lugares mais seguros.
"O fumo era muito, as projeções também eram muitas. Estava a arder a aldeia toda à volta. Foi catastrófico".
A tarde na esplanada, agora vazia, foi interrompida abruptamente.
Na aldeia ainda pouco se descansa, atentos a pequenos focos.
"Ontem os rapazes amigos da minha filha corriam de uma ponta da povoação para a outra ponta da povoação. Estava a apagar num sítio e já estava a acender noutro outra vez".
A tristeza de quem receia perder o que construi.
António Baião e a mulher ficaram sem parte da quinta, mas salvaram-se as galinhas e a casa.

