A Câmara do Fundão, no distrito de Castelo Branco, disponibilizou apoio social e psicológico aos seus munícipes na sequência da extensão e gravidade do incêndio que lavra no concelho, afirmou esta quinta-feira a autarquia num comunicado. Também a autarquia de Castelo Branco, no mesmo distrito, tomou a mesma iniciativa.
"Face à extensão e gravidade das frentes de fogo no concelho do Fundão, o município do Fundão tem em funcionamento uma linha de apoio social, 961 382 115, e uma linha de apoio psicológico, 966 398 185", indicou a câmara, ressalvando que ambos os contactos têm "o custo de uma chamada para a rede móvel nacional".
A autarquia destacou que através daquelas linhas de apoio - que estarão a sempre a funcionar para dar resposta a situações urgentes - é possível pedir bens essenciais e alimentos, comida para animais e apoio psicológico.
Já a Câmara Municipal de Castelo Branco, no mesmo distrito, emitiu uma nota, horas depois, disponibilizando-se para o mesmo tipo de apoio. Segundo a autarquia, "está disponível o serviço de apoio psicossocial para a população das zonas afetadas/ameaçadas pelo incêndio que lavra no concelho".
A iniciativa foi tomada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil que acionou na terça-feira "uma equipa multidisciplinar para prestar apoio à comunidade, em articulação com algumas entidades, nomeadamente a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) - Delegação de Castelo Branco, a Cáritas Interparoquial de Castelo Branco e também o Serviço Social do Município".
Na quarta-feira foi feito o "levantamento de necessidades e uma primeira abordagem às vítimas/populações nas localidades mais afetadas de Paradanta, Pereiros, Mourelo e Partida". A Câmara informa ainda que "mais localidades se seguirão, consoante a evolução do incêndio e as atualizações".
Quem necessitar deste serviço, poderá solicitá-lo "através do Número Verde da Proteção Civil de Castelo Branco: 800 272 112".
O incêndio, que começou na quarta-feira em Arganil, no distrito de Coimbra, já atingiu três concelhos do distrito de Castelo Branco (Castelo Branco, Fundão e Covilhã).
Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde finais de julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Os fogos já provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, num acidente, um ex-autarca e um operacional que combatia o fogo com uma máquina de rasto. Destruíram também total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Segundo os dados provisórios, até esta quinta-feira arderam mais de 233 mil hectares no país, ultrapassando a área ardida em todo o ano de 2024, e a cerca de três mil hectares de superar a área ardida de 2017 até 31 de agosto.


