Fogo em Arcos de Valdevez mobiliza mais de 110 operacionais e é o único ativo no país
PAULO NOVAIS/Lusa

Terminado

Incêndios em Portugal

Fogo em Arcos de Valdevez mobiliza mais de 110 operacionais e é o único ativo no país

No dia da visita da ministra do Ambiente a alguns dos locais mais afetados pelo incêndio de Arganil, que só foi dominado ao fim de quase duas semanas e que alastrou a seis concelhos, o Eurostat divulgou dados sobre o investimento em proteção contra fogos. Em 2024, Portugal foi o terceiro país dos 27 que menos investiu. Por outro lado, municípios e associações estão a ajudar as vítimas dos incêndios, por exemplo, com a devolução de faturas da água e recolha de fundos. A nível político, o PSD e o PS não querem uma comissão parlamentar de inquérito sobre os negócios dos incêndios, mas o Chega admite usar o direito potestativo para forçar a criação dessa CPI. Acompanhe aqui as últimas informações sobre os fogos em Portugal.

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Fogo em Arcos de Valdevez combatido por mais de uma centena de bombeiros

O fogo que começou hoje às portas da Peneda-Gerês na freguesia de Vale está a ser combatido por 117 operacionais, apoiados por 38 meios terrestres.

Segundo o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, as chamas lavram em zona de mato, em Mezio, Cabana Maior e Soajo, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), e a intensidade do vento é uma das principais preocupações.

O incêndio deflagrou às 15:21.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Junta de Cabana Maior disse que a frente de fogo terá cerca de dois quilómetros de extensão e estará a cerca de um quilómetro de distância da freguesia.

"As chamas ardem com intensidade na zona de vigia de Gião", referiu.

Associação alentejana recolhe fundos para ajudar a reflorestar zonas atingidas

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Lusa

Uma associação do concelho de Redondo, distrito de Évora, lançou uma campanha de angariação de fundos para a compra de plantas e sementes com vista a reflorestar as zonas devastadas pelos incêndios deste ano, foi hoje revelado.

Denominada "Portugal + verde", a campanha foi lançada pela Terras D'Ossa - Associação de Desenvolvimento Local, com sede na Aldeia da Serra, no concelho de Redondo, e vai decorrer ao longo dos próximos meses.

Segundo o responsável, as doações podem ser feitas para a conta da Terras D'Ossa através do seguinte IBAN (International Bank Account Number, em português Número Internacional da Conta Bancária) PT50004561864033220994145.

Outra forma de os interessados contribuírem é, em vez de fazerem um donativo, tornarem-se sócios da Terras D'Ossa, com o valor da quota paga a reverter integralmente para esta campanha.

Pampilhosa da Serra devolve fatura da água em 19 aldeias afetadas

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Lusa

O município da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, aprovou a devolução integral do valor da fatura da água aos habitantes de 19 aldeias afetadas pelos incêndios ocorridos entre os dias 14 e 21.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o município explicou que a medida, aprovada por unanimidade em reunião camarária, "prevê a devolução do valor total da fatura de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos, correspondente ao período em causa, para todos os consumidores de 19 aldeias" das freguesias de Fajão-Vidual, Unhais-o-Velho, Janeiro de Baixo e Dornelas do Zêzere.

A decisão abrange as localidades de Adurão, Aradas, Camba, Carregal, Covanca, Dornelas do Zêzere, Esteiro, Machial, Machialinho, Meãs, Pisão, Portas do Souto, Portela de Unhais, Porto da Balsa, Porto de Vacas, Póvoa da Raposeira, Selada da Porta, Seladinhas e Unhais-o-Velho.

Citado na nota, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, considerou ser "da mais elementar justiça apoiar quem largou tudo para ajudar a combater o fogo e a proteger as suas casas e aldeias".

Isenção de IVA das rações para apoiar agricultores poderá durar seis meses

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Lusa

Os agricultores afetados pelos incêndios vão poder beneficiar da isenção temporária de IVA na compra de rações para animais durante seis meses, prevê a proposta de lei do Governo que deu hoje entrada no parlamento.

Segundo a iniciativa, serão abrangidos os agricultores que vivem nas áreas afetadas pelos incêndios rurais de elevada dimensão ou gravidade desde 1 de julho.

Ficarão isentas "no prazo de seis meses" as transmissões "a título gratuito de produtos próprios para alimentação de gado, de aves e outros animais exclusiva ou principalmente destinados ao trabalho agrícola, ao abate ou à reprodução, efetuadas a sujeitos passivos que exerçam uma atividade de produção agrícola e tenham residência ou domicílio fiscal nas zonas abrangidas".

O prazo de seis meses referido na proposta do executivo de Luís Montenegro conta-se "desde o início do período temporal fixado na resolução do Conselho de Ministros", que o Governo aprovou na semana passada (Decreto-Lei n.º 98-A/2025, de 24 de agosto) e que produz efeitos desde 1 de julho de 2025.

Como se trata de legislação fiscal que altera a tributação sobre o consumo, o desagravamento fiscal ainda terá de ser aprovado pelos deputados, não bastando uma aprovação direta do Governo para a medida entrar em vigor de forma imediata.

O executivo de Luís Montenegro teve de aprovar a proposta que esta terça-feira deu entrada no parlamento e a versão final do diploma dependerá da discussão entre os partidos políticos.

Líder do PS acusa Governo de decapitar estruturas intermédias da Proteção Civil

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SIC Notícias

Fogo em Arcos de Valdevez mobiliza mais de 110 operacionais e é o único ativo no país
PAULO NOVAIS/Lusa

O secretário-geral do PS acusou o Governo de levar à "decapitação de várias estruturas intermédias" da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

"Se eu fosse primeiro-ministro, não teria autorizado as alterações que foram feitas na Autoridade Nacional de Proteção Civil, que levaram à decapitação de várias estruturas intermédias", afirmou José Luís Carneiro.

Para o líder socialista, "só um partido com falta de sentido de Estado faria aquilo que foi feito na decapitação de estruturas intermédias na Autoridade Nacional de Proteção Civil".

Sobre as respostas e medidas apresentadas pelo Governo, José Luís Carneiro entendeu que, antes de serem anunciados novos programas ou projetos, o Governo deveria avaliar programas e reformas anteriores, nomeadamente aquelas feitas pelo PS após os grandes incêndios de 2017.

Segundo o secretário-geral do PS, foi feito "um trabalho sério, rigoroso e metódico" por parte dos governos liderados pelo PS, considerando inaceitável que o atual Governo chefiado por Luís Montenegro esteja a empacotar e a "pôr de lado" esse trabalho, "sem um diálogo prévio".

PS contra comissão de inquérito, mas a favor de comissão técnica independente

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Lusa

O secretário-geral do PS afirmou que o partido irá votar contra a constituição de uma comissão de inquérito aos incêndios apresentada pelo Chega, que "descobriu dez dias depois o que estava a acontecer no país", defendendo antes uma comissão técnica independente.

Segundo o secretário-geral do PS, o partido que lidera tomou a iniciativa de apresentar uma comissão técnica independente, intenção anunciada a 15 de agosto, cerca de dez dias antes de o partido Chega defender uma comissão de inquérito parlamentar.

"Quando o Partido Socialista tomou a iniciativa de apresentar uma comissão técnica independente, significa que dispensa as outras propostas alternativas", esclareceu.

Para José Luís Carneiro, é necessário "um olhar externo" para avaliar aquilo que poderá ter falhado quer na prevenção, na preparação e no combate aos incêndios em 2025, recordando que as condições atmosféricas e variações climatéricas sentidas este ano são em tudo semelhantes a 2022 (em que arderam 110 mil hectares, quando este ano aproxima-se da marca de 250 mil hectares ardidos)."