Pela segunda vez em poucas semanas, a Serra do Alvão, em Vila Real, voltou a ver aquilo que não queria. "Achávamos que já tinha terminado e afinal não, estávamos a acabar de jantar e vi a notícia que estava aqui outra vez o inferno", conta Eduindo da Fonte.
Na segunda-feira, ao final do dia, um novo incêndio, que deflagrou em Quintelas fez com que a população rapidamente se juntasse para em caso de necessidade fosse possível evitar o pior.
"Aqui ao fundo do rio, há palheiros que tem animais e estamos aqui para que caso o fogo passe para aquela parte os animais não corram perigo", relata Eduardo.
Animais que ficam sem pasto e em muitos casos agricultores que perdem uma fonte de rendimento, tudo devido ao fogo.
Esta terça-feira de manhã, a situação esteve muito mais tranquila, mas os operacionais permanecem no terreno para evitar qualquer reacendimento. Foi acionado um meio aéreo, um kamov, que foi fazendo descargas nos pontos mais quentes e mais tarde dois aviões fire boss.
A maior preocupação da população continua a ser os animais. Até agora, já arderam mais de sete mil hectares nesta serra. As estimativas dizem que 1500 foram no Parque Natural do Alvão.

