Inês Sousa Real

Líder do PAN preocupada com ausência de parecer sobre eleitores em isolamento

16.01.2022 17:48

Inês Sousa Real reafirma que “tem que haver um alargamento dos prazos” para ser requerida a votação antecipada ou em mobilidade.

A porta-voz do PAN manifestou-se este domingo preocupada com a ausência do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a votação de pessoas em isolamento, devido à covid-19, propondo um alargamento de prazos para votação antecipada ou em mobilidade.

“Continuamos sem saber a resposta para o que se estima serem cerca de 500 mil pessoas que poderão não vir a votar no nosso país por força da pandemia”, lamentou a líder do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Inês Sousa Real.

De visita à Quinta do Ferro, na Graça, em Lisboa, no primeiro de dia de campanha oficial para as legislativas de 30 de janeiro, a dirigente do PAN mostrou “apreensão” por não existir “ainda o parecer da PGR” e não terem sido “alargados os prazos de voto”.

Tem que haver um alargamento dos prazos para ser requerida a votação antecipada ou em mobilidade para que as pessoas que possam estar em isolamento” quando saírem dessa circunstância “consigam votar, caso, no dia 30, não existam condições”, afirmou.

Assinalando que os portugueses têm “ouvido reiteradamente” o Governo a dizer que está a aguardar o parecer da PGR, Inês Sousa Real sublinhou que as próximas legislativas são o “quarto ato eleitoral” em situação de pandemia.

“Não é a primeira vez que estamos a passar por esta situação e o Governo poderia e deveria ter antecipado as condições de votação para que houvesse maior descentralização e maior mobilidade das mesas de voto”, criticou.

Questionada pelos jornalistas sobre as mais de 19 mil pessoas que já se inscreveram para votar antecipadamente em mobilidade, até ao final da manhã deste domingo, a porta-voz do PAN considerou que “é um sinal positivo”.

“Esperamos que corra tudo pelo melhor e que as pessoas votem, porque a democracia não pode ser fragilizada por esta pandemia”, disse, apontando que é preciso “combater a abstenção” e “o receio que as pessoas possam ter de ir votar”, devido à covid-19.

Mais de 19 mil pessoas inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade nas eleições legislativas de 30 de janeiro até ao final da manhã deste domingo, segundo dados oficiais avançados à agência Lusa pelo Governo.

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