Isabel II

Professora desejou morte “dolorosa” à Rainha Isabel II e não se arrepende

Professora desejou morte “dolorosa” à Rainha Isabel II e não se arrepende
Mulher explicou o porquê de ter escrito aquelas palavras, que continua a defender.

Uma professora nigeriana está a ser criticada por uma publicação nas redes sociais em que desejou uma morte “dolorosa” à Rainha Isabel II. Apesar da polémica, a mulher mantém a sua posição e explica o porquê de ter desejado que a monarca morresse “em agonia”.

Os comentários de Uju Anya, uma professora universitária nigeriana-americana, foram feitos na passada quinta-feira, quando surgiram as primeiras indicações de que Isabel II estaria sob supervisão médica.

“Ouvi dizer que a monarca chefe de um império genocida de ladrões está finalmente a morrer. Que a sua dor seja excruciante”, escreveu no Twitter, publicação que foi entretanto removida por violar os termos da rede social.

Rapidamente surgiram críticas às duras palavras de Uju e até o fundador da Amazon, Jeff Bezos, entrou na conversa. Mas a professora não volta atrás no que disse.

Numa entrevista a um podcast, esta quarta-feira, explicou que o seu tweet serviu para “educar” as pessoas.

“Sou uma professora, gosto de ensinar. E tenho provas daquilo que disse”, cita o Independent.

“Se alguém espera que eu expresse algo mais que desdém pela monarca que supervisionou um Governo que patrocinou o genocídio que massacrou e deslocou metade da minha família e cujas consequências os vivos ainda estão a tentar superar, podem continuar sentados”, escreveu.

Ujo Anya, que se descreve como “antirracista” e “feminista”, nasceu na Nigéria, filha de pai e mãe caribenhos de Trinidad e Tobago. Os dois países foram colonizados pelos britânicos.

Protestos anti-monarquia após a morte da Rainha têm provocado o debate sobre liberdade de expressão.

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