Jornada Mundial da Juventude

JMJ: comerciantes falam de muita alegria, mas lucros ficaram aquém

"Os peregrinos deram uma nova vida à rua, mas não me trouxeram a nível de caixa um aumento", diz um comerciante. Neste início de agosto, peregrinos de todo o mundo estiveram em Lisboa.

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A avaliação ainda sobre o retorno económico da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para o comércio em Lisboa ainda está a ser feita. Mas junto ao Parque Eduardo VII, os comerciantes falam de muita alegria, que nem sempre correspondeu a mais rendimento.

"Adorei a energia, não me importava de fazer uma, duas, três semanas iguais. Até dava gosto atender as pessoas assim", diz o dono de um café que abria às 6h30 da manhã e fechava por volta das 2h00 do dia seguinte.

"Estando sempre com gente cá dentro, elaboramos um menu um pouco à pressa, com um prato de comida, bebida, café, tudo incluído por 5 euros, e acabaram por aderir bastante".

“Valores foram semelhantes”

A alegria parece comum em quem vendeu refeições aos peregrinos, mesmo que o dinheiro que entrou na caixa não tenho sido tanto como o esperado.

"Os peregrinos deram uma nova vida à rua, mas não me trouxe a nível de caixa um aumento. Os valores foram semelhantes. Nós não tínhamos nenhum acordo, porque nem sequer fomos contactados para isso, portanto o que servíamos eram águas, coca-colas, sandes e bifanas", relata outro comerciante.

Se alguns estabelecimentos prepararam de forma independente menus especiais para peregrinos, outros fizeram um acordo de pagamento com a JMJ. Os jovens inscritos mostravam um código, os estabelecimentos entregavam a refeição.

"Vinha pãozinho, uma lasanha, uma fruta e um refresco de laranja. Nós prevíamos vender 20 kits por dia e acabamos vendendo 200, num total de quase 600 refeições em três dias".

Nesta primeira semana, os clientes diários foram substituídos por peregrinos de todo o mundo.