Mercado de transferências

António Salvador admite que Dyego Sousa pode sair para o estrangeiro

JOSÉ SENA GOULÃO

O presidente do SC Braga revelou que o plantel para a próxima época está "praticamente fechado"

O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, disse hoje que o plantel da equipa de futebol "está praticamente fechado" e admitiu que o avançado internacional português Dyego Sousa pode sair para "o estrangeiro".

"O plantel está praticamente fechado, provavelmente não irá entrar mais ninguém, poderão sair um ou dois jogadores, é o reajuste que estamos a fazer. O plantel está definido, vai ter 22 jogadores de campo e mais dois ou três guarda-redes. Estamos prontos, estamos a construir uma grande família para fazer uma grande época e determinada", afirmou, à margem de uma visita ao Centro de Reabilitação Projeto Homem, em Braga, cuja reconstrução e reflorestação o Sporting de Braga apoia desde janeiro de 2018, na sequência de um incêndio em outubro de 2017.

António Salvador disse que "não houve interesse" de FC Porto e Benfica por Dyego Sousa, admitindo que "é um jogador que pode sair" e, a acontecer, "que seja para o estrangeiro", mas negou que, concretizando-se essa venda, tenha de ir ao mercado.

"Claramente que não, temos pontas-de-lança suficientes, o Paulinho, o Hassan, o Wilson Eduardo e o Trincão. Só podem jogar dois no sistema em que jogamos e dois já vão ter de ficar de fora e ir rodando para poderem jogar", analisou.

A qualificação para a Liga Europa é o objetivo inicial da época

Para o presidente dos 'arsenalistas', o primeiro objetivo desta nova época é entrar na fase de grupos da Liga Europa, o que não aconteceu na temporada passada.

"Temos duas eliminatórias para conseguir isso (terceira pré-eliminatória e 'play-off'), até pelo passado na competição, pela valorização do clube, dos jogadores e pelo que isso representa financeiramente. No campeonato, é evidente que temos responsabilidades. Na última década temos estado sempre no 'top-4' e é isso que queremos continuar a fazer e depois logo se verá", referiu.

O líder dos minhotos assumiu "ambição", mas quer "os pés bem assentes na terra, porque o futebol em Portugal está a entrar num caminho quase impossível de contratar jogadores".

"Vejam o que está a acontecer com os três 'grandes', há que cair na realidade", assinalou.

Salvador frisou ainda que a continuidade do treinador Abel Ferreira "não suscitou dúvidas nenhumas, foi fácil a decisão".

"Tivemos uma conversa, analisámos o que correu menos bem na época passada e o que temos de alterar nesta. O caminho está traçado e passa muito pelo que é o plantel atual e pelo que é a nossa formação e a nossa academia, onde temos feito um grande investimento em infraestruturas", disse.

António Salvador revelou ainda que o defesa central Rolando foi hipótese para reforçar os minhotos, mas já não é.

"Neste momento, já não contamos com o Rolando, contratámos o Tormena, temos cinco centrais e não vamos buscar mais ninguém", sublinhou.

O dirigente explicou ainda a saída a custo zero para os turcos do Sivasspor de Marcelo Goiano, que tinha mais dois anos de contrato.

"O Marcelo Goiano vai fazer 32 anos e o percurso no Sporting de Braga foi exemplar, como jogador e capitão. Teve uma proposta irrecusável no fim da carreira, ele ganhava cá 120 mil euros/ano e foi ganhar cerca de 500 mil euros/ano, mais três anos de contrato e aqui só tinha dois", explicou.

Salvador deixou ainda elogios ao guarda-redes Eduardo, "provavelmente" um dos futuros capitães, "jogador de inegáveis qualidades" e com "um carisma muito grande", mas recusou que o regresso do internacional português implique a venda de Matheus ou Tiago Sá.

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, agradeceu o apoio do Sporting de Braga e apelou a mais ajuda às causas sociais.

"Se há um défice de solidariedade? Eu julgo que sim. São muitos os gestos que hoje existem, mas pode haver muitos mais. As instituições de caráter social fazem muitos esforços para poderem ser sustentáveis, a contabilidade é sempre no fio da navalha, tem de estar tudo com muito rigor e, com um pouco mais de solidariedade das pessoas e das instituições, seria muito mais fácil", pediu.

Lusa.

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