Operação e-toupeira

Benfica SAD ilibada no e-toupeira, Paulo Gonçalves vai a julgamento

Carl Recine

A decisão instrutória do processo e-toupeira já terminou.

A SAD do Benfica foi esta sexta-feira ilibada de todos os 30 crimes no processo e-toupeira: 28 de falsidade informática, um de recebimento indevido de vantagem e outro por corrupção ativa. A juíza de Instrução Criminal considera que os atos de Paulo Gonçalves "não podem ser imputados" à SAD do clube.

Paulo Gonçalves vai a julgamento, acusado de corrupção, assim como o funcionário judicial José Silva. A juíza Ana Perez decidiu deixar cair algumas das acusações contra José Silva, que não será acusado pelos crimes de violação do segredo de justiça, favorecimento pessoal e falsidade informática.

Júlio Loureiro, outro dos oficiais de justiça envolvidos, foi ilibado de todos os 76 crimes de que era acusado.

Segundo a acusação do Ministério Público, Paulo Gonçalves terá solicitado, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da sociedade, aos funcionários judiciais que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e 'merchandising'.