Operação Miríade

Tráfico em missões militares: como era transportada a carga e camuflado o dinheiro

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Os detalhes que já são conhecidos do negócio ilícito.

Militares portugueses destacados na República Centro-Africana são suspeitos de tráfico de diamantes, ouro e estupefacientes. Terão utilizado os meios aéreos das missões ao abrigo das Nações Unidas para fazer o transporte destes produtos.

A carga alegadamente traficada circulava entre a República Centro-Africana e a Europa para ser vendida por valores milionários.

A carga saia daquele país em direção a Portugal em aviões militares e à responsabilidade dos comandos nacionais que aproveitariam a não fiscalização do material para montarem um negócio ilícito na Europa.

A partir de Portugal, os diamantes seriam transportados por via terrestre para cidades como Antuérpia e Bruxelas, na Bélgica, para depois serem vendidos por milhares de euros. Esse dinheiro era camuflado através da compra de bitcoins, uma moeda virtual, e contas bancárias disponibilizadas por intermediários.

Em troca, os envolvidos chegavam a receber metade do valor da venda dos diamantes.

Os suspeitos desta operação de tráfico internacional estão indiciados pelo crime de branqueamento de capitais.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), em comunicado, explica que em dezembro de 2019 foi reportado ao Comandante da 6ª Força Nacional Destacada (FND) na República Centro-Africana "o eventual envolvimento de militares portugueses no tráfico de diamantes". A situação foi relatada "prontamente" ao EMGFA pelo comandante da FND, acrescenta o comunicado, tendo "sido de imediato denunciada à Polícia Judiciária Militar (PJM) para investigação".

Ao que a SIC apurou, havia mais de 10 mandados de detenção assinados pelo juiz Carlos Alexandre. Os suspeitos, sobretudo militares portugueses, estavam a ser investigados desde o ano passado.

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