Perguntas e Respostas

Ciclone Gabrielle deve atingir Açores já esta quinta-feira: o que esperar?

Que regiões dos Açores vão ser afetadas? O que esperar do estado do tempo? E há algum aviso em vigor? Damos resposta a estas perguntas, numa altura em que o IPMA atualizou as informações sobre a passagem do ciclone Gabrielle.

Ciclone Gabrielle deve atingir Açores já esta quinta-feira: o que esperar?
sebastian-julian/GETTY

O ciclone Gabrielle, atualmente classificado como furacão de categoria 3, deve começar a afetar os Açores a partir do final de quinta-feira, atualizou o IPMA.

As previsões apontam, no entanto, para que perca "gradualmente intensidade" com a aproximação aos Açores, devendo, nessa altura, ter a força de um furacão de categoria 1, explicou à Lusa a meteorologista Rita Mota, da delegação dos Açores do IPMA.

A escala vai de 1 a 5, em que 5 é a categoria mais grave.

Que regiões dos Açores vão ser afetadas?

O IPMA explica que, tendo em conta a informação disponível até ao momento, o centro do ciclone "deverá passar entre os grupos Ocidental e Central", afetando as ilhas das Flores, Corvo, Terceira, São Jorge, Pico, Graciosa e Faial.

O que esperar do estado do tempo?

No grupo Ocidental, as previsões apontam para precipitação forte, vento com rajadas até 150 quilómetros por hora e agitação marítima com ondas entre os oito a 10 metros de altura significativa, podendo a onda máxima atingir os 14 a 18 metros.

No grupo Central, a precipitação também será por vezes forte, mas as rajadas de vento deverão atingir os 200 quilómetros por hora. Quanto à agitação marítima, a previsão é semelhante.

O IPMA adianta ainda que o grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) "deverá ser o menos afetado, sendo esperada precipitação por vezes forte, vento a soprar com rajadas até 90 quilómetros por hora e a ondulação a variar entre os seis a sete metros de altura significativa".

Há algum aviso em vigor?

As ilhas dos grupos Ocidental e Central dos Açores vão estar sob aviso vermelho a partir da noite de quinta-feira.

  • Precipitação forte: aviso vermelho entre as 21:00 de quinta-feira (22:00 de Lisboa) e as 06:00 de sexta-feira
  • Agitação marítima: aviso vermelho no período entre as 00:00 e as 09:00 de sexta-feira
  • Vento: aviso vermelho das 00:00 às 06:00 de sexta-feira

Nas ilhas Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa, que constituem o grupo Central, há um aviso vermelho para vento (com direção de sul, rodando para noroeste) que vigora das 00:00 às 09:00 de sexta-feira.

O IPMA emitiu ainda para o mesmo grupo um aviso vermelho, válido entre 03:00 e as 12:00 de sexta-feira, relativo à agitação marítima, com ondas de sudoeste, passando a noroeste, podendo a onda máxima atingir os 14 a 18 metros.

As escolas vão estar abertas?

O Governo dos Açores determinou, entretanto, o encerramento das escolas e serviços públicos nas sete ilhas do grupo Ocidental e Central das 18:00 de quinta-feira até às 18:00 de sexta-feira.

Para além do encerramento das escolas, foi anunciado o encerramento dos organismos públicos. Exceção para "serviços considerados urgentes e essenciais", como hospitais, centros de saúde ou serviços de Proteção Civil.

E que medidas vão ser implementadas?

Para já, foi determinado o fecho a "toda a navegação", na quinta e sexta-feira, dos portos de Angra do Heroísmo, São Mateus e Graciosa.

A medida vigora entre as 18:00 de quinta-feira e as 18:00 de sexta-feira (hora local).

Também os portos de Madalena, Lajes do Pico e Horta, vão estar fechados "a toda a navegação, entre as 00:01 e as 18:00 de dia 26".

Como me posso proteger?

O Presidente do Governo Regional pede a todos os residentes e visitantes que reduzam ao máximo "a exposição de cada um ao risco".

Apelou, por isso, para que a população esteja atenta às comunicações oficiais e siga as orientações da Proteção Civil, adiantando que vão ser realizadas conferências de imprensa diárias para acompanhar a situação.

"Evite circular e permanecer junto à orla costeira, pois a agitação marítima é muito perigosa. Restrinja a circulação pedonal e rodoviária durante o período crítico e limite a circulação apenas ao estritamente necessário", salientou Bolieiro.

Com Lusa