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Covid-19: idosos estão a morrer por causa da vacina da Pfizer/BioNTech?

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Vários relatos de mortes estão a pôr em causa a segurança da vacina Pfizer/BioNTech. Os óbitos, de idosos com mais de 75 anos, foram registados na Noruega, Alemanha e Bélgica. O Parlamento Europeu reuniu em plenário para discutir as responsabilidades dos laboratórios, na resposta aos efeitos secundários das vacinas.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu licença para as vacinas Pfizer/BioNTech, Moderna e, mais recentemente, para a AstraZeneca. Estas são as que estão a ser administradas na maioria dos países da União Europeia e que respeitam dos critérios de fiabilidade da EMA.

Até ao momento, já foram administradas, na União Europeia, mais de 22 milhões de doses (pode consultar aqui). No entanto, os relatos de mortes em grupos de risco estão a abalar a confiança nas vacinas.

Será que a tão esperada solução contra a pandemia pode levar à morte?

A 15 de janeiro, a Bloomberg noticiava que 23 pessoas com mais de 75 anos morreram na Noruega vítimas da primeira dose da vacina da Pfizer. As autoridades norueguesas confirmaram que 13 das 23 autópsias atribuem a causa da morte aos efeitos secundários da vacina. Posto isto, emitiram um parecer que desaconselha a toma da vacina à população idosa e debilitada.

Também na Alemanha, o Instituto Paul Ehrlich, responsável pela vacinação no país, está a investigar 113 mortes, de indivíduos entre os 79 e os 93 anos, relacionadas com a vacinação. De acordo com o relatório do instituto, “as mortes estão relacionadas com pacientes com idades mais avançadas e que morrem coincidentemente com a toma da vacina, mas por causa de outras patologias já associadas".

O mesmo aconteceu na Bélgica: foram reportadas 14 mortes depois da toma da vacina. Mas segundo a Federal Agency for Medicines and Health Products (FAMHP), “até à data não se pode estabelecer nenhuma causalidade entre estas mortes e a toma da vacina".

O Parlamento Europeu reuniu-se em plenário, no dia 18 de janeiro, para discutir uma estratégia comum na certificação das vacinas na União Europeia. No debate, vários deputados manifestaram-se em relação à transparência dos contratos com as farmacêuticas.

Ao Polígrafo SIC, o partido europeu Os Verdes afirma que é necessário “haver transparência sobre quem se irá responsabilizar pelos efeitos secundários das vacinas: se os laboratórios ou a Comissão Europeia”.

O resultado dos relatórios

Apesar destes casos relatados em vários países europeus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) assegura que “os relatórios não sugerem qualquer aumento inesperado ou desfavorável de fatalidade em idosos após a administração da vacina Pfizer/BioNTech. Os relatórios estão de acordo com as taxas esperadas de mortalidade por todas as causas de morte na subpopulação mais idosa.

Assim, o comité considera que os riscos e benefícios da vacina permanecem favoráveis em idosos.

Também o Infarmed, ao Polígrafo SIC, garante “até ao momento não existe nenhum relato de morte em maiores de 75 anos, em que o óbito tenha sido associado diretamente à administração da vacina. À semelhança de outros Estados-membros, há relatos de morte em idosos já vacinados; estes casos foram avaliados e em nenhum deles se estabeleceu uma associação direta entre a administração da vacina e o óbito”.

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