Já ouviu falar do cartão roxo? Chegou esta época à Primeira Liga e já foi mostrado pela primeira vez. Explicamos-lhe o seu significado.
Robinho está de volta aos treinos com a equipa do Estrela da Amadora, depois de ter recuperado do episódio que sofreu na primeira jornada, frente ao Estoril, na Amoreira.
À meia hora de jogo, chocou de cabeça com um colega de equipa. Ainda ficou em campo, mas ao intervalo acabou por protagonizar algo que nunca tinha acontecido na Primeira Liga.
O que muda com o cartão roxo?
Noutros escalões, em Portugal, o protocolo de concussões já existia. À Primeira Liga só chegou agora.
Assim, evita-se que, nestes casos, as equipas fiquem desfalcadas, como aconteceu com o FC Porto, em 2021. Nanu saiu e a equipa ficou com 10 jogadores, porque já tinha esgotado os tempos de paragem. Em 2023, aconteceu o mesmo ao Estrela.
João Marau é o delegado dos jogos. Foi ele quem exibiu o primeiro cartão roxo na Primeira Liga.
Como funciona?
É a equipa médica de cada clube que tem o poder de tomar a decisão e não precisa da validação de mais ninguém. Auxilia-se num inquérito feito no início da época e numa avaliação no momento, para chegar ao veredito.
Mas, no caso de haver algum tipo de desconfiança, há a possibilidade de recurso.
Nestes casos, as equipas de arbitragem não têm qualquer influência. Apenas apitam quando há um choque de cabeça e compensam a paragem com tempo adicional.
Robinho teve alta hospitalar algumas horas depois de ter saído da Amoreira, com uma concussão cerebral. Seguiu-se o protocolo de recuperação.
Estas são recomendações da FIFA, mas a recuperação mínima de sete dias não está no regulamento da Liga Portuguesa.
Uma medida ainda limitada
A Liga diz que o protocolo está em constante avaliação e que pode vir a ser revisto. Neste momento, o cartão roxo só pode ser exibido uma vez por equipa.
Ou seja, se mais do que um jogador passar por estes episódios, nem todos são beneficiados com esta substituição especial.
