Saúde Mental

“O cérebro tem uma negatividade natural”

“O cérebro tem uma negatividade natural”

Em entrevista à SIC, o psiquiatra José Pinto-Gouveia defende que só se pode falar de burnout quando o sentimento de exaustão se relaciona com o trabalho.


O ser humano “está sempre focado nas ameaçadas”, explica o psiquiatra José Pinto-Gouveia. Isto acontece porque “o cérebro tem uma negatividade natural” e quanto mais se der espaço e importância às preocupações mais facilmente se vive em sofrimento.

José Pinto-Gouveia entende que compreender e aceitar que funcionamos assim ajuda a melhorar a saúde mental e a evitar depressões e situações de burnout.

O psiquiatra alerta para os sintomas do síndrome ocupacional que, defende José Pinto-Gouveia, tem vários pontos em comum com a depressão. Porém, só se pode falar de burnout quando o sentimento de exaustão se relaciona com o trabalho.

E sublinha que “se começar a dormir pior e a não ter tempo para descansar e a sentir que, por mais que se esforce, os outros não reconhecem o seu trabalho e ainda que tem de fazer mais esforço para obter os mesmos resultados”, então, todos esses sinais podem indicar que está a entrar num processo de burnout. Se assim for deve procurar ajuda médica.

Entrevista realizada no âmbito da Grande Reportagem “Burnout, Paragem Obrigatória”, a transmitir no Jornal da Noite esta quinta-feira, 30 de junho.

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