Saúde Mental

Exercício físico e atividades cognitivas previnem a perda de raciocínio à medida que se envelhece

Exercício físico e atividades cognitivas previnem a perda de raciocínio à medida que se envelhece
Maskot

As conclusões são de um estudo publicado na revista Neurology.

Manter o corpo e o cérebro ativos pode ser a fórmula para uma melhor saúde mental à medida que se envelhece.

Entre as principais manifestações do envelhecimento cognitivo estão a diminuição da velocidade de raciocínio, a perda de memória e atenção e ainda as dificuldades de linguagem. Contrariar esta tendência pode contribuir para um pensamento mais rápido, conseguir manter o foco nas tarefas e ter uma maior capacidade de relacionamento com outras pessoas, segundo a CNN Internacional.

As conclusões de um estudo desenvolvido nos EUA mostram que o processamento mental das mulheres pode beneficiar mais do que o dos homens do exercício físico. Já de atividades cognitivas, tanto homens como mulheres, beneficiam.

"Descobrimos que uma maior atividade física estava associada a uma maior capacidade de pensamento em mulheres, mas não em homens", afirmou a autora do estudo Judy Pa, professora de neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego, num comunicado divulgado, cita do CNN Internacional.

Neste estudo participaram 758 pessoas, com uma média de idades de 76 anos. Alguns participantes mostraram ter sinais de défice cognitivo e demência, enquanto outros não tinham qualquer problema associado. Todos foram questionados pelas atividades físicas e cognitivas semanais que praticavam e fizeram testes de memória e de raciocínio.

A prática de exercício físico em representou "cerca de 2,75 anos a menos no envelhecimento cognitivo em mulheres", segundo Richard Isaacson, diretor da Clínica de Prevenção de Alzheimer no Centro de Saúde do Cérebro do Schmidt College da Florida Atlantic University.

Atividades como aulas, jogar cartas ou ler diminuiu a perda de raciocínio, em média, 13 anos - 17 anos nos homens e 10 anos nas mulheres, segundo o estudo.

Esta ideia levou a responsável do estudo a concluir que, havendo poucos ou nenhuns tratamentos eficazes para a doença de Alzheimer, a prevenção é crucial.

"Saber que as pessoas podem melhorar as reservas cognitivas através de medidas simples, como ir às aulas numa universidade sénior ou centro de dia, jogar bingo com os amigos ou passar mais tempo a caminhar ou a cuidar do jardim é muito entusiasmante", disse Judy Pa.

Ainda assim, este estudo tem limitações, por exemplo, não controlou fatores como a educação, que afeta a forma como o cérebro envelhece. Isaacson explica que o exercício físico e o exercício da mente foram o foco deste estudo, no entanto uma "abordagem abrangente para reduzir os fatores de risco de Alzheimer é a melhor receita para o sucesso".

Para além disso, qualquer plano de prevenção deve também incluir acompanhamento regular de um médico de cuidados primários, o controlo de fatores de risco, como tensão arterial, açúcar no sangue e colesterol, evitar fumar, minimizar o consumo de álcool, priorizar o sono, controlar o stress e seguir uma dieta equilibrada", acrescentou.

Quanto ao impacto do exercício físico e das atividades cognitivas na memória, o estudo não encontrou nenhum impacto significativo. Ou seja, uma maior ou menor atividade física, por exemplo, não foi associada à perda ou não da memória em homens ou mulheres.

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