Um piloto australiano, que já foi próximo de Mick Schumacher, está a ser acusado de violação ocorrida na propriedade da família Schumacher, em Gland, na Suíça. A alegada vítima, uma enfermeira da equipa médica que cuidava de Michael Schumacher, afirma ter sido abusada enquanto estava inconsciente após o consumo excessivo de álcool. A notícia foi avançada pelo jornal suíço 24heures e diz respeito a um alegado crime ocorrido em 2019.
O suspeito, um piloto ligado ao automobilismo que também terá tentado a sua sorte na Fórmula 1, costumava frequentar a casa da família de Michael Schumacher para evitar longas viagens entre a Europa e a Austrália durante as competições europeias. O homem, cuja identidade não foi revelada, embora se saiba que tenha entre 30 e 40 anos, acabou por ser suspenso por doping.
O que aconteceu a 23 de novembro de 2019?
Segundo o jornal suíço, os acontecimentos terão tido lugar numa noite em que uma enfermeira se juntou a dois colegas que jogavam bilhar após o fim do turno. Durante o encontro, consumiram-se várias bebidas alcoólicas, o que terá provocado mal-estar na mulher, que acabou por ser levada por um colega e pelo piloto para um quarto, onde poderia descansar.
Algum tempo depois, o suspeito terá regressado ao quarto onde a enfermeira se encontrava, onde terá alegadamente abusado sexualmente da vítima enquanto esta se encontrava inconsciente. No dia seguinte, apesar de não se recordar dos acontecimentos, a enfermeira, apoiada em registos físicos, confrontou o piloto, que terá dado a entender o que se passou naquela noite.
Em declarações aos procuradores responsáveis pelo caso, o australiano afirmou que já mantinha uma relação próxima com a enfermeira, embora esta tenha negado qualquer envolvimento consensual.
A queixa-crime só foi apresentada dois anos depois, após a enfermeira ter sido despedida pela família de Michael Schumacher. Segundo o mesmo jornal suíço, a enfermeira refere que terá sido dispensada na sequência de uma visita do piloto australiano à residência em Gland.
Suspeito não dá sinais de vida há meses
O caso seguiu para tribunal, com o julgamento inicialmente marcado para esta quarta-feira de manhã. Contudo, até à data da publicação deste artigo, não existem informações sobre a sua realização.
Segundo o jornal 24heures, o julgamento poderia mesmo não vir a acontecer, uma vez que o suspeito não dá sinais de vida há vários meses, apesar de ter cooperado com a investigação.
A família Schumacher não está envolvida no caso e não foi chamada a depor no processo.

