Tira-Teimas

Bola na mão ou mão na bola?

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

Não há volta a dar. Esta é uma das tais situações de jogo que dificilmente gerará consensos no universo do futebol. É normal que assim seja.

Por regra, é necessário um "ato deliberado" para punir mãos/braços defensivos, mas a verdade é que muito raramente um jogador, de forma consciente, usa a sua mão/braço para tocar ou jogar a bola. Todos sabemos disso.

Por isso, a Lei 12 acrescentou recentemente um conjunto de diretrizes - as que mostramos no grafismo - para tentar padronizar lances, uniformizando ao máximo a tomada de decisão.

O mais importante a reter - no meio de tantos exemplos, informação e subjetividade - é o uso da sensatez e sensibilidade para o jogo como instrumento relevante para a melhor decisão possível.

Eis algumas questões que devem ser consideradas a cada momento:

1 - Será que o jogador tinha que ter as mãos/braços naquela posição ou podia ter evitado abordagem tão arriscada?

2 - Será que a bola foi à mão ou, pelo contrário, foi a mão que se movimentou em direção à bola?

3 - Será que a bola surgiu de forma rápida, inesperada e inevitável, sem dar tempo de reação ao jogador?

4 - Será que o braço estava ao longo/acima do nível do ombro do jogador, sem que nada o justificasse?

5 - Será que os braços do jogador estavam numa posição natural/aceitável para o seu movimento defensivo ou tinham aquilo a que chamamos de "volumetria não natural", ou seja, estavam abertos, fora do enquadramento do corpo, na horizontal, diagonal ou vertical, sem que a sua situação defensiva o justificasse?

6 - Será que o braço estava apenas a amparar a queda do atleta ao solo, a servir de apoio inevitável ou, pelo contrário, o jogador tirou proveito disso, afastando-o, arrastando-o, deslizando, ganhando vantagem desnecessária?

Não é fácil, mas é mais fácil agora do que alguma vez foi e essas são as boas notícias.

Não esqueçamos que, para os jogadores atacantes, qualquer toque na bola com a mão/braço (ainda que acidental ou involuntário) que resulte diretamente em golo, numa assistência direta para golo ou numa imediata oportunidade de golo, obriga à sua punição. Sempre.

O saber não ocupa espaço.

Vamos a isso.

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