Tira-Teimas

Qual o papel dos árbitros assistentes?

Duarte Gomes

Duarte Gomes

Comentador SIC Notícias

Inês M. Borges

Inês M. Borges

Designer Gráfica e Multimédia

Já houve mas não há agora uma lei específica para "árbitros assistentes".

Com o crescimento exponencial das equipas de arbitragem, os assistentes passaram a ter - além da companhia habitual do árbitro principal e do 4A - a dos "Árbitros Assistentes Adicionais" (vulgo árbitros de baliza, função em claro desuso), a dos "Árbitros Assistentes de Reserva" (apenas em situações específicas, como finais europeias) e a da Equipa de Videoarbitragem.

Foi esse o motivo que levou ao rebatizado da Lei 6, que passou a designar-se por "Os outros elementos da equipa de arbitragem".

Quanto à missão de quem em campo usa a bandeira nas mãos, é tão difícil quanto valiosa.

Os árbitros assistentes há muito que deixaram de ser meros fiscais de linha. Há muito que deixaram de assinalar apenas os lançamentos laterais, foras de jogo, pontapés de baliza ou pontapés de canto.

Atualmente a sua colaboração é muito mais abrangente, sendo o seu contributo fundamental ao nível de algumas decisões técnicas (inclusive dentro das áreas) e disciplinares (inclusive para expulsar jogadores e elementos técnicos).

Um árbitro jamais "sobreviveria" sozinho em campo sem a presença de dois assistentes de qualidade.

A equipa de arbitragem - a que está dentro do terreno - será mais competente quanto maior for o entrosamento entre esses três elementos. Aqueles que participam ativamente no jogo.

Fatores como a competência técnica, a cumplicidade entre todos e o perfeito alinhamento de estratégias são meio caminho andado para uma exibição de sucesso.

Hoje há árbitros assistentes que "salvam" jogos, com decisões preponderantes e de relevância acentuada no resultado final.

Além disso, funcionam como uma espécie de "escudo protetor" em relação a comportamentos mais temperamentais que, por vezes, emergem dos bancos técnicos. Gerem a situação, dialogam, impõem o respeito e é essa prevenção que, não raras vezes, evita a tomada de medidas disciplinares gravosas.

Um árbitro assistente de categoria tem que ser, antes de tudo, um bom árbitro. Tem que saber avaliar bem as infrações e gerir as emoções. Tem que estar fisicamente muito apto. Tem que saber esperar até à última para só depois decidir. Tem que estar permanentemente focado e bem colocado. E tem que saber comunicar com os colegas, ainda que num ángulo pouco privilegiado (lateralizado),.sob fadiga e pressão intensa.

Não é para quem quer, é só para quem pode.

Portugal tem, a este nível, um quadro de grande qualidade e esse deve ser motivo de orgulho para todos nós.

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