Tragédia em Pedrógão Grande

"Peço desculpa por ter usado informação não confirmada"

"Peço desculpa por ter usado informação não confirmada"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, pediu esta segunda-feira desculpas por ter "usado informação não confirmada" ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande.

"Eu peço desculpa por ter utilizado uma informação que não estava confirmada", afirmou Passos Coelho à chegada a Odivelas para a apresentação da candidatura de Fernando Seara à Câmara Municipal.

No entanto, Passos Coelho pediu que tal facto não desvie a atenção do que considera ser o essencial, reiterando que "o Estado falhou" e o Governo tem de fazer chegar rapidamente o apoio público aos familiares das vítimas.

"Temos hoje a confirmação clara de que o Estado falhou quando tantas pessoas perderam a vida como perderam, era muito importante que houvesse um mecanismo rápido de reparação", apelou.

Hoje de manhã, após uma visita ao quartel dos bombeiros de Castanheira de Pera, distrito de Leiria, o presidente do PSD acusou o Estado de falhar no apoio psicológico às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, dizendo ter tido conhecimento de que um suicídio ocorreu por falta desse apoio.

"Tenho conhecimento de vítimas indiretas deste processo, de pessoas que puseram termo à vida, em desespero", sinal de que "não receberam a tempo o apoio psicológico que lhes devia ter sido prestado", declarou o líder dos sociais-democratas aos jornalistas.

Posteriormente, e depois de várias entidades terem negado a existência de casos de suicídio na região, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, João Marques, assumiu que foi ele que deu uma informação errada ao líder do PSD, Passos Coelho, sobre um alegado suicídio na sequência dos incêndios.

"Admito que houve uma grande irresponsabilidade", afirmou João Marques, que é também líder da concelhia do PSD e cabeça-de-lista do partido às autárquicas.

Com Lusa