Tragédia em Pedrógão Grande

Pedrógão Grande. Engenheiro explica quando deixou de haver capacidade para extinguir as chamas

Engenheiro florestal da Comissão Técnica Independente foi ouvido no julgamento de Pedrógão Grande.

O julgamento de 11 arguidos para apurar responsabilidades nas mortes dos incêndios de Pedrógão Grande em 2017 prosseguiu esta terça-feira no tribunal de Leiria.

Foi ouvido o engenheiro florestal António Salgueiro, um dos elementos da Comissão Técnica Independente, que afirmou que a meio daquela tarde deixou de haver capacidade de extinção das chamas, independentemente dos meios, e que nenhum país está preparado para um fogo daquela magnitude.

Num testemunho mais técnico, mas ainda assim baseado num relatório feito a 12 mãos, a testemunha disse que para enfrentar aquela catástrofe natural seria preciso não um posto de comando, mas um estado maior com especialistas em diversas áreas.

Com a magnitude do fogo e intensidade, segundo António Salgueiro, talvez nem com os 10 metros de faixa de combustível limpos de cada lado da estrada tivesse sido possível evitar as mortes.

  • Dentro do coração
    4:23

    Futuro Hoje

    Há 7 anos no Futuro Hoje mostrámos pela primeira vez um pacemaker que se instala dentro do coração. Em Portugal há muitas pessoas a quem este aparelho salvou a vida. Só o Dr. Diogo Cavaco, cardiologista que introduziu esta técnica no país, já instalou mais de cem aparelhos destes.