Vacinar Portugal

Alargado intervalo entre primeira e segunda dose da vacina da Pfizer

CARLOS BARROSO

Aumento do intervalo entre as duas tomas da vacina vai permitir vacinar mais 100 mil pessoas até ao final do mês de março, anunciou secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, fez esta segunda-feira a atualização dos dados referentes à vacinação contra a covid-19. Participaram também a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e o vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.

António Lacerda Sales começa por dar conta que Portugal se encontra "acima da média da União Europeia com 8.45 doses administradas por cem habitantes", sendo que a média da UE é de 7.35.

Esta segunda-feira, avança o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, foi atualizada a norma 21 de 2020 da DGS relativa à vacina da Pfizer, alargando de 21 para 28 dias o intervalo entre a toma da primeira e da segunda dose. António Lacerda Sales explica que foi uma decisão com "amplo consenso técnico" e que "vai permitir a vacinação de mais 100 mil pessoas até ao final de março".

Até ao momento, cerca de 35% da população com 80 ou mais anos já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e cerca de 9% já está imunizada com as duas doses da vacina. Quanto aos profissionais de saúde, 70% já recebeu pelo menos uma dose.

Vacinação prioritária alargada a pessoas com trissomia 21

Graça Freitas explica que o plano de vacinação "tem uma espinha dorsal que é respeitada", no entanto pode sofrer "pequenos afinamentos".

A Direção-Geral da Saúde fez um estudo, explicou Graça Freitas, sobre o impacto da trissomia 21 no internamento e na mortalidade e chegaram à conclusão que tem. E por essa razão foi feita uma proposta à task-force e ao gabinete de Lacerda Sales e que "foi bem acolhida".

"Portanto, acima dos 16 ou 18 anos a população a vacinar será cerca de 3.500 pessoas, há mais, mas ainda não têm indicação para serem vacinadas."

Graça Freitas acrescentou ainda que a DGS está disposta a analisar outros grupos que possam ser propostos a vacinação prioritária.

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