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OMS aprova uso de emergência da vacina chinesa Sinovac

Daniel Becerril

A decisão representa um sinal de segurança e eficácia para os reguladores de medicamento de cada país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, esta terça-feira, o uso de emergência da vacina Sinovac contra a covid-19. Esta é a segunda vacina produzida na China a receber luz verde. A decisão representa um sinal de segurança e eficácia para os reguladores de medicamento de cada país.

Segundo a Agência da Saúde da ONU, os dados que foram submetidos pelos investigadores mostram que esta vacina preveniu o desenvolvimento de sintomas de covid-19 em metade das pessoas inoculadas. É necessário uma segunda toma com um intervalo de 15 dias a um mês.

A Sinovac é recomendada a maiores de 18 anos e não tem limite máximo de idade. Apesar de haver poucos idosos entre os participantes nos ensaios clínicos, a OMS decidiu não incluir um limite de idade para a vacina, avança ainda a agência. Os dados recolhidos pela administração da Sinovac noutros países “sugerem que é provável que a vacina tenha uma proteção efetiva em pessoas mais idosas”.

A OMS já tinha autorizado uma vacina produzida na China, a Sinopharm. Para além disso, foram ainda aprovadas os fármacos produzidos pela Pfizer/Bio-n-Tech, pela AstraZeneca, pela Moderna e pela Johnson & Johnson.

A Agência Europeia do Medicamento está também a analisar os dados referentes aos ensaios clínicos da Sinovac, que foram submetidos no âmbito do pedido de autorização. Porém, ainda não é conhecida a decisão sobre a utilização deste fármaco na União Europeia. A vacina chinesa já foi distribuída por vários países através de acordos bilaterais.

A autorização atribuída agora pela OMS permite que as agências da ONU comprem doses de vacinas para distribuição em países mais pobres, incluindo ao abrigo do programa Covax. Até ao momento, não foi realizado qualquer acordo para a distribuição da Sinovac através do Covax. O processo de vacinação nos países mais pobres foi atrasado devido ao elevado aumento de casos na Índia, o país onde estava a ser produzida a maior parte das vacinas que eram enviadas.

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