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Covid-19. Mais de metade da população já tem a vacinação completa

Arnd Wiegmann

Segundo o relatório semanal de vacinação, 52% da população portuguesa tem a vacinação completa.

Mais de metade da população (52%) residente em Portugal tem a vacinação completa contra a covid-19, revela o relatório semanal de vacinação divulgado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório, publicado por norma todas as terças-feiras, 5.389.935 pessoas (52%) concluíram o esquema vacinal e 6.865.047 (67%) tomaram pelo menos uma dose.

Em Portugal, a campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em 27 de dezembro de 2020, sendo atualmente administradas vacinas de dose única (Janssen) e de dose dupla (Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca).

Task force pede à DGS redução do intervalo entre doses da vacina

A task force da vacinação contra a covid-19 solicitou à Direção-Geral da Saúde (DGS) a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a proteção da população, anunciou esta terça-feira o coordenador da estrutura.

"Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a proteção contra o vírus", explicou o coordenador da 'task force', Henrique Gouveia e Melo.

No ponto de situação sobre a vacinação efetuado esta terça-feira na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, membros do Governo, presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o líder da logística da vacinação destacou também o impacto deste processo na incidência de novos casos.

"Em termos de influência da vacinação na incidência, (...) há uma correlação geográfica. A vacinação condiciona a incidência e isto é bastante positivo, porque conforme vamos avançando na vacinação, o vírus tem menos margem de manobra", observou, adiantando a sua expectativa de que, a partir do final de agosto, com 70% da população com vacinação completa, "a incidência vai ter uma grande quebra".

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