A vacinação em Portugal e no Mundo

Bispos norte-americanos desaconselham católicos a receberem vacina da Johnson & Johnson

Um frasco da vacina da Johnson&Johnson para a covid-19

Jessica Hill

Manifestam "preocupações morais" em relação à vacina e dizem para as pessoas optarem por outra vacina, se puderem.

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos está a desencorajar os católicos a receberem a vacina para a covid-19 da Johnson & Johnson, sempre que houver outra solução.

Tanto a Conferência dos Bispos Católicos como mais seis dioceses norte-americanas manifestaram "preocupações morais adicionais" em relação à vacina devido ao uso de células cultivadas em laboratório que descendem de células retiradas do tecido de fetos abortados na década de 80.

“A aprovação da vacina COVID-19 da Johnson & Johnson para uso nos Estados Unidos levanta novamente questões sobre a permissibilidade moral do uso de vacinas desenvolvidas, testadas e/ou produzidas com a ajuda de linhas celulares provenientes de abortos”, referem em cominucado.

“As vacinas da Pfizer e Moderna levantaram preocupações porque foi usada uma linha celular derivada do aborto para testá-las, mas não foi usada na produção. Já a vacina Johnson & Johnson, foi desenvolvida, testada e produzida com linhas de células provenientes do aborto, levantando preocupações morais adicionais”, continuam.

A vacina da Johnson & Johnson é a terceira a ser aprovada nos Estados Unidos para combater a pandemia. A contrário das aprovadas anteriormente, Pfizer/BioNTech e Moderna, esta é de dose única e não precisa de temperaturas extremas de congelamento para armazenamento, pois pode ser mantida entre 2 e 8 graus Celsius.

A vacina na Johnson & Johnson chegou esta semana aos Estados Unidos e já começou a ser administrada à população do país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Jeanine Mucci recebe a vacina da Johnson & Johnson em Nova Iorque

Jeanine Mucci recebe a vacina da Johnson & Johnson em Nova Iorque

SHANNON STAPLETON

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Vários estados norte-americanos estão a anunciar um alívio nas medidas. Joe Biden pede cautela e diz que espera ter todos os adultos vacinados até final de maio.

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