A vacinação em Portugal e no Mundo

OMS aprova vacina chinesa da Sinopharm contra a covid-19

Marko Djurica

Esta é a primeira vacina chinesa a receber luz verde da OMS.

A Organização Mundial da Saúde aprovou, esta sexta-feira, o uso de emergência da vacina chinesa da Sinopharm contra a covid-19.

Esta é a "sexta vacina a receber luz verde da OMS" disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus em conferência de imprensa. Das seis já aprovadas é a primeira a ser desenvolvida na China. Junta-se assim à da Pfizer-BioNTech, Johnson & Johnson, Moderna, AstraZeneca, e uma versão da vacina AstraZeneca do Serum Institute of India.

Apesar de continuar a avaliar os dados sobre a vacina, à medida que são facultados pelo laboratório, o grupo de peritos da OMS considera que a fórmula da Sinopharm cumpre os requisitos de segurança, eficácia e qualidade.

O comité de especialistas recomendou a vacina, que requer duas doses com intervalo de duas a três semanas, para pessoas com mais de 18 anos.

A Sinopharm não publicou os resultados da fase final de testes em nenhuma revista científica e por isso, explica a AP, a OMS solicitou uma análise dos dados, que vêm principalmente dos Emirados Árabes Unidos.

"Chegamos à conclusão de que há evidências suficientes de segurança e da capacidade da vacina para prevenir doenças graves em até 79%. [Mas] as informações que temos para pessoas com mais de 60 anos ainda são muito escassas", disse Alejandro Cravioto, responsável pelo Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE) da OMS.

Segundo a AFP, a aprovação de uma outra vacina chinesa, a Sinovac, está a ser analisada.

Este procedimento permite que os países, que não dispõem de meios para determinar por si próprios a eficácia e segurança, tenham acesso mais rápido às vacinas.

"Isto aumenta a lista de vacinas contra a covid-19 que a COVAX pode comprar e dá também aos países confiança para agilizar a sua própria aprovação para importar e administrar uma vacina", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Cerca de 65 milhões de doses da vacina Sinopharm e mais de 200 milhões de doses da vacina Sinovac já foram administradas, segundo a Reuters. Muitas doses foram exportadas para países da América Latina, Ásia e África.

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