Os números da Covid-19

Portugal com mais quatro mortes e 193 novos casos de covid-19 em 24 horas

Jose m. Alvarez

Os últimos dados divulgados pela DGS.

Portugal contabiliza este domingo mais quatro mortes e 193 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 16.879 mortes e 823.335 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando este domingo ativos 26.134 casos, menos 160 em relação a sábado.

O boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 517 doentes, mais cinco do que no sábado. Nos cuidados intensivos, Portugal tem 117 doentes, menos nove em relação a sábado.

Os dados indicam ainda que mais 349 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 780.322 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm este domingo sob vigilância 15.960 contactos, menos 161 relativamente ao dia anterior.

Em relação a sábado, o nível de incidência (novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias) nacional manteve-se nos 65,6, assim como o índice de transmissibilidade que se manteve em 0,97.

Rt a aumentar desde fevereiro, mais elevado no Algarve

O índice de transmissibilidade (Rt) da covid-19 tem vindo a aumentar desde meados de fevereiro, sendo mais elevado na região do Algarve, onde está em 1,19, revela o primeiro relatório de monitorização das 'linhas vermelhas' divulgado este sábado.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) disponibilizam este sábado o primeiro relatório de monitorização das 'linhas vermelhas' para a covid-19, que passará a ser publicado semanalmente às sextas-feiras.

"No continente, a região onde se observou o valor mais elevado do Rt foi a do Algarve (1,19), enquanto o valor mais baixo foi observado na região Centro (0,88). Tanto a nível nacional como a nível das regiões de saúde do continente tem-se observado um aumento paulatino do valor do Rt desde meados do mês de fevereiro, sendo mais notório na região do Algarve", precisa o documento.

A DGS e o INSA indicam que o Rt a nível nacional se situa nos 0,97 e que o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 000 habitantes tem vindo a diminuir no país, exceto no Algarve.

O relatório refere também que, no período entre 18 e 31 de março, a incidência cumulativa a 14 dias foi de 65,9 casos por 100 000 habitantes, com uma tendência estável.

Nesse período, o grupo etário que apresentou maior incidência correspondeu ao grupo dos 20 aos 29 anos (93 casos por 100 000 habitantes), refere o documento.

Por sua vez, o grupo com mais de 80 anos apresentou uma incidência cumulativa a 14 dias de 51 casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 000 habitantes, o que reflete um risco inferior ao da população em geral, indica.

Marcelo pede cautela na Páscoa para se evitar uma 4.ª vaga

O Presidente da República disse este sábado, durante uma visita ao lar Quinta Alegre, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tem duas preocupações: a pandemia de covid-19 e a crise económica e social.

Nesse sentido, Marcelo Rebelo de Sousa pediu cautela aos portugueses durante a Páscoa, uma altura "intensa de econtros familiares" e de reabertura do país.

"Peço que façam tudo o que está ao nosso alcance para que a transmissibilidade e o número de casos não subam", disse, acrescentando que o número de internamentos por covid-19 tem de continuar estabilizado.

Marcelo Rebelo de Sousa alertou que há países que estão a atravessar uma quarta vaga.

Para Marcelo, um recuo na abertura da economia do país seria "dramático" e, por isso, disse que os países têm de fazer "tudo para que isso não aconteça". "Abril tem de correr bem", salientou.

"Penso que temos condições, olhando para o esforço dos portugueses, para dizer que podemos evitar recuos", afirmou.

Quanto à crise social, referiu que "quanto mais depressa a pandemia desaparecer, menor será a crise".

Esplanadas de restaurantes e cafés reabrem na segunda-feira

A partir de segunda-feira, as esplanadas de restaurantes e cafés voltam a poder estar abertas, com regras a cumprir. É o caso da limitação do número de pessoas que podem estar sentadas em cada mesa.

Este fim-de-semana os estabelecimentos já começaram os últimos preparativos para a reabertura.

Além da desinfeção dos espaços, as mesas devem estar a dois metros de distância umas das outras e não podem ter grupos com mais de quatro pessoas.

Durante a semana, as refeições só poderão ser servidas até às 22:30. Já aos fins-de-semana e feriados, o horário volta a ser limitado e os estabelecimentos terão de encerrar às 13:00.

A próxima fase do plano de desconfinamento acontece na segunda quinzena deste mês. A restauração vai passar a poder receber clientes no interior e a limitação nas esplanadas vai aumentar para seis pessoas por mesa.

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