Os números da Covid-19

Portugal com mais 6 mortes e 2.316 casos de covid-19 em 24 horas

Horacio Villalobos

O último balanço da Direção-Geral da Saúde.

Portugal contabiliza esta terça-feira mais seis mortes e 2.316 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 17.307 mortes e 956.985 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 51.255 casos, menos 2.741 em relação ao dia anterior.

O boletim da DGS revela que estão internados 928 doentes, mais nove do que ontem.

Nos cuidados intensivos estão 200 doentes.

Os dados indicam ainda que mais 5.051 foram dados como recuperados, fazendo subir para 888.423 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 80.227 contactos, menos 457 relativamente ao dia anterior.

TAXA DE INCIDÊNCIA E ÍNDICE DE TRANSMISSIBILIDADE

A taxa de incidência nacional subiu de 418,3 para 427,5 casos de infeção por 100 000 habitantes. No continente aumentou de 430,8 para 439,3 casos de infeção por 100 000 habitantes.

O R(t) nacional voltou a descer - tanto a nível nacional como no continente - de 1,07 para 1,04.

Os dados dos indíces R(t) e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Novos caso por região e faixa etária

A maioria das novas infeções por SARS-CoV-2 regista-se esta terça-feira na região do Norte (920), enquanto em Lisboa e Vale do Tejo há mais 835 pessoas contagiadas. Ambas as regiões concentram quase 76% dos casos registados nas últimas 24 horas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo contabiliza agora no total 374.287 casos de infeção e, a região Norte, 371.267, refere a DGS.

No Centro registaram-se 283 novos casos (128.599 no total), no Alentejo há mais 66 casos (33.260 no total), no Algarve 147 novas infeções (total de 31.805), na Madeira 31 novos casos (10.503) e, nos Açores, mais 34, para um total de 7.264.

Os casos nas últimas 24 horas registam-se, sobretudo, entre os 10 e os 59 anos, totalizando cerca de 76% das novas infeções.

A fatia maior de novos contágios situa-se esta terça-feira em pessoas com idades entre os 20 e os 29 anos (436), seguindo-se a faixa 30-39 anos (406), 10-19 (366), 40 aos 49 (327), 50 aos 59 (223), até aos 9 anos (189, 60 aos 69 (124), 70 aos 79 (68) e mais de 80 anos (45).

As infeções afetaram 438.979 homens e 517.361 mulheres, existindo ainda 645 casos desconhecidos.

Óbitos por região e faixa etária

As seis mortes das últimas 24 horas registaram-se nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (quatro), Norte (uma) e Centro (uma). Três das vítimas mortais tinham mais de 80 anos, uma entre os 70 e os 79, outra entre os 60 e 69 anos e uma outra entre 40 e 49 anos.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais óbitos (7.386), seguindo-se o Norte (5.409), o Centro (3.040), o Alentejo (980), o Algarve (384), a Madeira (71) e os Açores (37). As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação disponibilizada no boletim da DGS.

Em Portugal morreram até esta terça-feira 9.081 homens e 8.226 mulheres.

Variante Delta representa 98,6% dos casos de covid-19 em Portugal

A variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal anunciou o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, que disse ser espectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

Radoslav Zilinsky

O especialista, que falava na reunião de peritos que decorre hoje de manhã no Infarmed, disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no outono/inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a autoavaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores atuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos desta terça-feira no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que atualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global