Prémio Intermarché Produção Nacional

Cooperativa Leite Montanha - O queijo oriundo das montanhas acidentadas da ilha dos “mistérios”

Conheça os pré-finalistas da 7ª edição do Prémio Intermarché Produção Nacional, na categoria Produtos Transformados que tão bem valorizam Portugal

O Pico é, talvez, a mais “misteriosa” das nove ilhas açorianas, não fosse ela também dominada pela montanha mais alta de Portugal, com 2351 metros de altitude, e pelos seus quatro “mistérios”, relacionados com as erupções vulcânicas ocorridas em tempos idos.

É no meio de um deles, Silveira, em Lajes do Pico, que se situa a Cooperativa Leite Montanha, que produz variados tipos de queijos, como flamengo, queijo prato e manteiga. Fundada em 2015, mas já com experiência anterior na transformação do leite, esta organização tem por objetivo, desde o início, produzir com os mais elevados padrões de qualidade que respondam às exigências dos clientes e criem valor para os seus produtores associados.

Foi neste sentido que, no ano passado, se quis focar sobretudo na produção artesanal de queijo, relançando a marca “Mistério” para homenagear e dar a conhecer as belezas e a história da ilha. Ao novo queijo de leite de vaca foram introduzidas algumas culturas que lhe conferem características próprias, como um sabor intenso, e o segredo da sua cremosidade está no tempo de cura. Por outro lado, diz o presidente da cooperativa, Jorge Pereira, “este nunca vai ser para nós mais um queijo; tem muito significado até porque é um produto de sustentabilidade familiar dos pequenos produtores do Pico”.

Sendo o sector agrícola um dos pilares da economia local, a manutenção desta cooperativa é importante para a região e o queijo “Ilha dos Mistérios” nasceu com o propósito de se aventurar a atravessar o Atlântico e chegar as outras paragens.

SUGESTÃO boa cama boa mesa

Com distinções nacionais e internacionais no restaurante Mesa de Lemos, o chef Diogo Rocha também é autor de um livro sobre os queijos portugueses. Sobre o novo “Ilha dos Mistérios” declarou-se surpreendido: “É como se fosse um camembert português”.

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