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30.08.2021

Um centro para lobos em situação vulnerável

Calcula-se que em Portugal existam cerca de 300 lobos

Mesmo ao lado da Tapada de Mafra, numa extensão de 18 hectares, onde antes só havia eucaliptos, o Grupo Lobo criou uma floresta com todas as condições para acolher lobos ibéricos encontrados em situações vulneráveis.

Animais vítimas de armadilhas, descobertos em cativeiros ilegais ou trazidos de outros parques e de jardins zoológicos juntam-se aos lobos que já ali nasceram.

Criado pelo Grupo Lobo em 1987, o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) estende-se por um vale arborizado e isolado na freguesia do Gradil, no concelho de Mafra.

Cada casal de lobos ocupa cerca de um hectare da floresta. Há pontos de água espalhados pelo território e sítios onde os técnicos do Centro deixam a comida, nomeadamente sobras de carne de supermercados.

O Centro pretende, assim, providenciar “um ambiente, em cativeiro, adequado para lobos que não podem viver em liberdade”.

Como sublinha a responsável do Centro, Sara Loureiro, o bem-estar dos animais é a sua principal preocupação. Por isso, o Centro pretende “reduzir a perturbação humana” e dar aos animais “condições semelhantes às do seu habitat”.

Aberto a visitas programadas e devidamente orientadas, através de trilhos feitos na floresta, o Centro pretende transmitir aos visitantes informação sobre “a bioecologia e o comportamento do lobo, os perigos que enfrenta e a importância da sua conservação nas florestas e ecossistemas”.

A observação de lobos em ambiente seminatural proporciona “oportunidades únicas e ideais” para desenvolver ações de sensibilização ambiental relacionadas com a temática da conservação deste predador e com a biodiversidade em geral.

Calcula-se que em Portugal existam cerca de 300 lobos; e em todo o território espanhol, cerca de 2000.