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De Portugal para a Guiné-Bissau, a formar clínicos no terreno

De Portugal para a Guiné-Bissau, a formar clínicos no terreno

Médicos portugueses de Braga e de Guimarães estão na Guiné-Bissau a treinar 30 jovens clínicos gerais guineenses.

Durante oito meses, médicos dos hospitais guineenses de S. José em Bôr, Simão Mendes e
Cumura em Bissau serão treinados nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia
ginecológica e medicina interna, por clínicos portugueses, no âmbito dos projetos “IANDA – reforço de saúde da Guiné-Bissau” e Formação Médica Avançada em Medicina Interna.

Financiado pela União Europeia e cofinanciado pela Fundação Gulbenkian, responsável pela
sua implementação, bem como pelo Instituto Camões (Camões IP), o projeto “IANDA”  engloba
24 médicos das várias especialidades.

Quanto à iniciativa Formação Médica Avançada em Medicina Interna em que participam seis
médicos, trata-se de um projeto apoiado pelo Camões IP e pela Fundação Calouste
Gulbenkian que conta com a parceria técnica e científica da Escola de Medicina da
Universidade do Minho, em articulação com a Ordem dos Médicos de Portugal.

Esta formação no terreno é assegurada por médicos de seis hospitais portugueses: Hospital de
Braga; Centro Hospitalar do Médio Ave; Centro Hospitalar Tondela-Viseu; Centro Hospitalar
Universitário S. João do Porto; Hospital Nossa Sra. da Oliveira, de Guimarães; e Unidade Local
de Saúde do Alto Minho.

Ao treino em contexto hospitalar, acrescenta-se o estágio de três meses em Portugal, tendo
sempre em conta a adaptação do ensino à realidade da Guiné-Bissau, e o contacto dos
formandos com novas técnicas e outras realidades clínicas.

Em 2021, a componente teórica da formação decorreu online, durante quatro meses, nas
áreas da língua portuguesa e informática médica.

Este projeto, que reforça as competências dos clínicos guineenses, vem abrir portas a futuras
formações de especialização, em articulação com a Ordem dos Médicos e o Ministério da
Saúde Pública da Guiné-Bissau.

Com uma população estimada de 1,85 milhões de habitantes e considerado um dos países
mais pobres do mundo, a Guiné-Bissau ocupa a posição 175 (de 189) no Índice de
Desenvolvimento Humano, com uma esperança de vida de 53,8 anos à nascença.