Meteorologia

Depressão Cláudia: Proteção Civil emite aviso à população com recomendações e cuidados a ter

Face às previsões de “um agravamento do estado do tempo” em Portugal continental devido à depressão Cláudia, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um aviso à população com recomendações a seguir e comportamentos que devem ser evitados nos próximos dias. Vem aí, chuva persistente, e por vezes forte, vento e agitação marítima.

Depressão Cláudia: Proteção Civil emite aviso à população com recomendações e cuidados a ter
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Os avisos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) têm sido frequentes mas face às previsões de “agravamento do estado do tempo” nos próximos dias e ao “eventual impacto” que podem ter, é importante procurar minimizar os efeitos adersos e perigosos que pode ter. Desde logo através da “adoção de comportamentos adequados e de medidas preventivas”.

Com a chegada da depressão Cláudia a Portugal, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê “precipitação persistente, por vezes forte, vento e agitação marítima. Além disso, especifica, a chuva forte será acompanhada de ”trovoada, na generalidade do território", o vento pode atingir rajadas de até 90km/h no litoral e de até 110km/h nas terras altas, e a agitação marítima gerar “ondas de oeste/sudoeste de 4 a 4,5 metros”.

A ANEPC decidiu, por isso, emitir um aviso à população a alertar não só para os efeitos que a depressão Cláudia pode causar mas também com medidas preventivas que devem ser adotadas para evitar ou, pelo menos, minimizar alguns efeitos adversos como:

  • inundações e cheias;
  • deslizamentos e derrocadas;
  • contaminação de fontes de água potável;
  • formação de lençóis de água;
  • acidentes na orla costeira; e,
  • arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos;
  • desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas.

Há, portanto, recomendações a seguir e comportamentos a evitar, tais como:

  • garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  • ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
  • ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
  • não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar;
  • evitar o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
  • adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
  • não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e,
  • retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros.

Além disso, recomenda-se que esteja “atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança”.